Menu

Redes sociais

Portal Goiás Destaque

Motoristas por aplicativo crescem 25%

motoristas

Nos últimos anos, o Brasil tem assistido a uma transformação notável no cenário do trabalho, com um aumento significativo do número de motoristas empregados por meio de aplicativos. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, o número de trabalhadores utilizando essas plataformas cresceu 25,4% entre 2022 e 2024, saltando de 1,3 milhão para quase 1,7 milhão.

Esse movimento reflete uma mudança no perfil dos empregos, onde a flexibilidade e a oportunidade de geração de renda adicional tornam-se atrativos. Gustavo Fontes, analista responsável pela pesquisa, destaca que essa modalidade de trabalho atrai não apenas pela liberdade de horários, mas também pela possibilidade de ganhos complementares.

Entre os tipos de aplicativos mais destacados estão os de transporte particular de passageiros, que abarcam 53,1% dos trabalhadores por app, seguidos pelas plataformas de entrega de produtos e comidas, com 29,3%.

Porém, o crescimento do trabalho por aplicativo não é isento de desafios. A informalidade é um deles: 71,1% dos trabalhadores em aplicativos estão em situação informal, comparados aos 44,3% da população ocupada em geral. Isso levanta um debate importante sobre direitos trabalhistas e a precarização do trabalho neste setor.

O perfil dos trabalhadores é majoritariamente masculino (83,9%), sendo que a maioria encontra-se na faixa etária de 25 a 39 anos. Quanto à escolaridade, 59,3% possuem ensino médio completo e superior incompleto, o que indica um nível educacional relevante, embora muitos não completem o ensino superior.

Motoristas maioria no Sudeste

Geograficamente, o Sudeste concentra a maior parte dos trabalhadores por aplicativo, com 53,7%. Essa concentração pode ser explicada pelas oportunidades econômicas e a infraestrutura mais desenvolvida da região. No entanto, a questão do vínculo empregatício está em debate no Supremo Tribunal Federal, evidenciando as complexidades jurídicas e laborais no setor.

O relatório do IBGE, ainda em fase experimental, oferece uma visão crítica e necessária sobre o presente e o futuro do mercado de trabalho, apontando para a necessidade de se repensar políticas públicas voltadas a essa nova realidade.

Comentários

Participe da conversa! Lembre-se de ser respeitoso e seguir nossas regras.

Aviso Legal: Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste portal. Nos reservamos o direito de excluir comentários que violem nossas regras. Internet NÃO é terra sem lei! Comentários ofensivos podem ser punidos conforme legislação vigente.