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Asfalto avança em 15 bairros de Aparecida com investimento de R$ 100 milhões

Programa “Pra Frente Aparecida” moderniza infraestrutura urbana com obras de asfaltamento, drenagem e sinalização em bai

Redação Redação · · 7 min de leitura
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A Prefeitura de Aparecida de Goiânia intensifica, neste segundo semestre, um amplo programa de pavimentação asfáltica que alcança 15 bairros da cidade simultaneamente. O programa “Pra Frente Aparecida”, lançado pela gestão do prefeito Leandro Vilela, prevê investimentos superiores a R$ 100 milhões em obras de infraestrutura urbana, contemplando não apenas a aplicação de asfalto novo, mas também sistemas de drenagem pluvial, meio-fio e sinalização viária. As intervenções visam corrigir déficits históricos de mobilidade em bairros periféricos e em expansão na região metropolitana de Goiânia.

Escopo e abrangência do programa

Os bairros contemplados nesta etapa do programa são Rosa dos Ventos, Dom Bosco II, Vila Romana, Vila Delfiore, Jardim Cascata, Buriti Sereno, Serra das Brisas, Chácara Santa Luzia, Rosa do Sul, Conde dos Arcos, Jardim Esplanada, Jardim Cristal, Village Garavelo, Polo Empresarial Goiás e Colina de Homero. A estratégia da Secretaria Municipal de Infraestrutura, liderada por Alfredo Soubihe, combina duas abordagens: em alguns setores, o asfaltamento será integral, cobrindo 100% das vias; em outros, a pavimentação alcança especificamente as ruas ainda não pavimentadas, priorizando corredores de acesso e vias de maior fluxo.

O programa integra um plano mais amplo de desenvolvimento urbano que abrange, além da mobilidade, eixos como saúde, educação, habitação, segurança pública e esportes — dimensões que, segundo a administração municipal, estruturam o conceito de cidade funcional e inclusiva.

Detalhamento técnico das obras

As intervenções seguem padrões técnicos que incluem terraplanagem, execução de drenagem profunda com galerias pluviais, aplicação de meio-fio e pavimentação com Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), reconhecido no mercado da construção civil pela durabilidade e resistência ao tráfego pesado e às intempéries.

No Jardim Cristal, setor lindeiro à BR-153, sete ruas receberão pavimentação — Guaporé, Planalto, Brasil, Três de Maio, Quinze de Novembro, Camapuã e Taguarí — totalizando 12 mil metros quadrados de malha asfáltica e 1,1 mil metros lineares de galerias pluviais. No Jardim Esplanada, oito vias serão contempladas — K-2, K-3, K-5, Paris, La Rochelle, K-7, K-13 e K-12 —, acrescentando 15 mil metros quadrados de asfalto novo e 2,6 mil metros lineares de redes de drenagem. Juntos, os dois bairros receberão R$ 7 milhões em investimentos específicos de infraestrutura viária.

No setor Rosa dos Ventos, localizado na região leste da cidade, o investimento nesta etapa é de R$ 15 milhões, viabilizado com recursos federais provenientes da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), articulados pelo senador Vanderlan Cardoso. A escolha do Rosa dos Ventos como uma das frentes iniciais reflete a prioridade dada a bairros com crescimento populacional acelerado e carência histórica de infraestrutura.

Modelo de financiamento e articulação institucional

O programa “Pra Frente Aparecida” opera com uma combinação de recursos municipais e federais, o que amplia a capacidade de investimento da prefeitura. A captação de verbas junto à Codevasf para o Rosa dos Ventos exemplifica a estratégia de buscar parcerias intergovernamentais para viabilizar obras de grande porte. Essa articulação é particularmente relevante em um cenário de restrições fiscais municipais, no qual a complementação de recursos federais permite executar projetos que, de outra forma, dependeriam exclusivamente do orçamento local.

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A presença do senador Vanderlan Cardoso nas vistorias evidencia a dimensão político-institucional do programa, que se beneficia de conexões entre o Executivo municipal e representantes federais para a captação de emendas e convênios. Esse modelo de governança multinível — embora comum em municípios de porte médio e grande — ganha relevância em cidades de expansão periférica como Aparecida, onde a demanda por infraestrutura cresce em ritmo superior à capacidade de arrecadação própria.

Impactos na mobilidade e na drenagem urbana

As obras não se limitam à camada de rolamento. A implantação de galerias pluviais nos bairros atendidos responde a um problema recorrente em áreas urbanas em expansão: a impermeabilização desordenada do solo e a ausência de sistemas de captação e escoamento de águas pluviais, que resultam em alagamentos e erosão durante o período chuvoso.

No Jardim Cristal e no Jardim Esplanada, a soma de 3,7 mil metros lineares de galerias pluviais representa uma infraestrutura de drenagem capaz de mitigar pontos críticos de acúmulo hídrico historicamente registrados nessas regiões. A pavimentação com CBUQ, por sua vez, oferece maior vida útil em comparação a misturas asfálticas de menor especificação técnica, reduzindo custos de manutenção no médio e longo prazo.

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O entorno de equipamentos públicos também é beneficiado. No Village Garavelo, por exemplo, o acesso ao Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Azélia de Oliveira está sendo pavimentado, melhorando a circulação de estudantes, funcionários e moradores em dias de chuva e poeira — fatores que tradicionalmente comprometem a regularidade das atividades escolares em bairros não pavimentados.

Ritmo de execução e cronograma

As obras avançam em frentes simultâneas. Buriti Sereno e Colina de Homero foram os primeiros bairros a receber intervenções após o lançamento do programa, em 12 de maio. Na sequência, as equipes se concentraram na Vila Romana, onde são executadas etapas de drenagem e terraplanagem, e nos bairros vizinhos Vila Delfiore e Jardim das Cascatas, que entram em fase de obras de forma escalonada.

O prefeito Leandro Vilela tem acompanhado presencialmente o andamento das frentes de trabalho, realizando vistorias semanais para cobrar o padrão técnico exigido pela administração. Em declaração registrada durante inspeção no Rosa dos Ventos, Vilela enfatizou que “a população merece a melhor aplicação dos impostos pagos” e que as obras devem ser “de qualidade, duradouras, para ficar feito”. A previsão oficial é de que a totalidade das obras desta etapa — incluindo asfalto, meio-fio e sinalização — seja concluída até o final do ano.

Contexto urbano e perspectivas

Aparecida de Goiânia, com mais de 500 mil habitantes, integra a região metropolitana de Goiânia e apresenta dinâmica de crescimento urbano que pressiona continuamente a infraestrutura viária e de drenagem. Bairros periféricos, muitos originados de loteamentos aprovados nas décadas de 1990 e 2000, conviveram por anos com vias de terra ou calçamento incompleto, gerando impactos diretos na mobilidade, na saúde pública — devido à poeira e à proliferação de vetores em áreas alagadiças — e na valorização imobiliária.

O investimento de mais de R$ 100 milhões em pavimentação, no primeiro ano da gestão Vilela, sinaliza uma aceleração do ritmo de obras em relação a ciclos anteriores. Ainda assim, o desafio de universalizar a pavimentação em uma cidade de expansão periférica permanece considerável, dado que novos loteamentos e ocupações continuam a surgir, demandando planejamento integrado de longo prazo.

A estratégia adotada — combinar recursos municipais e federais, priorizar bairros com maior carência e exigir padrões técnicos elevados de execução — pode, se mantida de forma consistente, reduzir o passivo de infraestrutura urbana e elevar o nível de serviço oferecido à população. A conclusão prevista para o final deste ano permitirá uma avaliação concreta dos impactos sobre a mobilidade, a drenagem e a qualidade de vida nos bairros beneficiados, servindo de referência para etapas futuras do programa.

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