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Brasil: Tarifa dos EUA começa a valer

Redação Redação · · 3 min de leitura
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Tarifa

Entrou em vigor em 6 de agosto de 2025 a tarifa de importação de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros, resultado da soma de uma sobretaxa de 40 pontos percentuais a uma alíquota pré-existente de 10%. A medida foi justificada pelo presidente Donald Trump como uma resposta a uma suposta “emergência nacional” decorrente de políticas e ações “incomuns” e “extraordinárias” do governo brasileiro, que, segundo ele, prejudicam empresas norte-americanas, os direitos de liberdade de expressão nos EUA, além da política externa e da economia americana em geral. Trump também citou como motivação a alegada “perseguição, intimidação, assédio, censura e processo politicamente motivado” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que agravou a tensão diplomática entre os dois países.

A tarifa de 50% incide sobre cerca de 35% a 36% das exportações brasileiras para os EUA, afetando principalmente setores como o de café, carne, madeireiros e aquicultores, enquanto produtos como petróleo, suco de laranja, aviões e suas partes, celulose, fertilizantes e metais preciosos foram excluídos da sobretaxa, mantendo a alíquota original de 10%. Essa lista de exceções, que abrange aproximadamente 44,6% da pauta exportadora brasileira, busca mitigar o impacto econômico imediato, reduzindo as estimativas de prejuízo ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

plano para amenizar as tarifas

O governo brasileiro já dispõe de um plano de contingência, ainda não divulgado oficialmente, para enfrentar os efeitos da medida. Autoridades como a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, indicaram que as ações de apoio aos setores afetados serão anunciadas progressivamente, incluindo a reformulação de programas de exportação e a criação de novas linhas de crédito para empresas. Embora inicialmente se esperasse um recuo ou adiamento da Casa Branca, o Executivo brasileiro reconhece que as medidas podem gerar algum impacto fiscal, dependendo da extensão das ações adotadas.

A imposição da tarifa mais alta individualmente aplicada pelos EUA a um país representa um agravamento significativo nas relações comerciais e diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, ampliando a tensão já existente desde o retorno de Trump à presidência americana. A medida também reflete um contexto político marcado por disputas judiciais e acusações mútuas, que influenciam diretamente o comércio bilateral e a estabilidade econômica dos setores exportadores brasileiros.

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