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EUA e Israel lançam operações contra o Irã; região enfrenta retaliações

EUA

Os Estados Unidos (EUA )e Israel iniciaram, neste sábado, uma série de operações militares de grande alcance contra o Irã, em ação declarada pelo presidente norte-americano Donald Trump como destinada a “aniquilar” as forças armadas iranianas e destruir o programa nuclear de Teerã. Segundo o anúncio presidencial veiculado em vídeo na rede Truth Social, os ataques começaram na madrugada daquele dia, durante o início da semana laboral no Irã, e as forças armadas americanas planejam uma campanha que pode estender-se por vários dias.

A ofensiva conjunta segue um episódio anterior em junho de 2025, quando ataques similares ocorreram e duraram apenas algumas horas. Desta vez, entretanto, fontes citadas por veículos internacionais indicaram que a campanha — identificada pelo Pentágono como “OPERAÇÃO FÚRIA ÉPICA” — teve como alvos prioritários autoridades iranianas de alto escalão. Autoridades israelenses mencionaram, entre os alvos, o líder supremo aiatolá Ali Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian; a verificação independente dessas informações não foi possível no momento, conforme relato de agências internacionais.

Retaliação e expansão do conflito na região

Em resposta às operações, o regime iraniano lançou uma onda de ataques sem precedentes contra alvos em diversos Estados do Oriente Médio, com explosões relatadas em países que abrigam instalações militares norte-americanas, entre os quais Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. Relatos situacionais registraram fortes estrondos em Abu Dhabi e Dubai, além de evidências visuais de colunas de fumaça no Bahrein e incidentes próximos à ilha de Kharg, ponto estratégico por onde transitam cerca de 90% do petróleo bruto iraniano destinado ao mercado externo.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter lançado a primeira onda de ataques retaliatórios com mísseis e drones contra Israel e declarou que “todas as bases e interesses dos EUA na região estão ao alcance do Irã”, advertindo que a retaliação continuará “até que o inimigo seja decisivamente derrotado”.

“Não aguentamos mais”, declarou o presidente Trump no vídeo divulgado, e acrescentou que, ao término das operações, “tomem o poder. Será de vocês. Esta será provavelmente a única chance que terão por gerações.”

Impactos civis, logísticos e econômicos

O confronto imediato provocou efeitos sobre a mobilidade aérea e a economia regional: companhias aéreas globais cancelaram voos no espaço aéreo do Oriente Médio e autoridades israelenses fecharam seu espaço aéreo e suspenderam aulas e atividades não essenciais. No Irã, populações relataram correria a bancos e longas filas em postos de combustíveis, além de apreensão quanto a cortes de internet que poderiam isolar comunicações com o exterior.

No Bahrein, imagens de testemunhas mostraram uma densa coluna de fumaça próxima à costa do pequeno emirado, depois que autoridades locais afirmaram que o centro de serviços da Quinta Frota dos EUA foi alvo de ataque com mísseis. O Catar reportou ter interceptado e abatido mísseis direcionados ao seu território e afirmou dispor do direito de responder.

Contexto diplomático e histórico

O confronto reduz de forma imediata as perspectivas de solução negociada para a disputa nuclear iraniana com o Ocidente. As negociações indiretas retomadas entre os EUA e o Irã em fevereiro não produziram avanços que impedissem a escalada atual. Desde a Revolução Islâmica de 1979, a rivalidade entre Teerã e Washington tem alternado fases de confrontação e conciliação, com episódios como a tomada da embaixada americana em Teerã e a crise dos reféns de 1979 frequentemente evocada por autoridades norte-americanas ao justificar medidas de força.

Além da dimensão nuclear, o programa de mísseis balísticos do Irã figura como elemento central de discórdia. Autoridades americanas e israelenses vêm citando o desenvolvimento de mísseis de longo alcance iranianos como uma ameaça direta à segurança regional e à própria segurança nacional dos Estados Unidos, motivação declarada para a operação anunciada.

O primeiro‑ministro israelense afirmou que a ação conjunta com Washington “criará as condições para que o bravo povo iraniano tome seu destino em suas próprias mãos” e remova, na sua avaliação, o “jugo da tirania”.

Coordenadas militares e incertezas sobre resultados

Fontes militares indicaram que a operação foi planejada por meses em coordenação entre Washington e Jerusalém, com a data de lançamento deliberada semanas antes. Entretanto, há incerteza quanto ao alcance das ações aéreas e marítimas e quanto aos resultados concretos sobre eventuais alvos de liderança. Agências de notícias consultadas informaram que relatos sobre a morte de comandantes de alto escalão da Guarda Revolucionária e de autoridades políticas não foram confirmados de forma independente.

Enquanto as forças dos Estados Unidos planejam uma campanha de duração estendida, a repetição de confrontos aéreos como o registrado em junho passado e a propagação do conflito por meio de ataques indiretos elevam o risco de uma guerra mais ampla, envolvendo atores regionais e militares instalados em países do Golfo e no Levante.

Consequências geopolíticas e econômicas

Além dos efeitos imediatos sobre civis e circulação aérea, o novo capítulo de violência tem implicações para os mercados de energia, dada a importância estratégica do estreito de Ormuz e de terminais como a ilha de Kharg para o comércio de petróleo iraniano. A perturbação no fluxo de hidrocarbonetos poderia acarretar volatilidade nos preços internacionais e incentivar medidas de segurança naval por países dependentes das exportações da região.

Diplomaticamente, o recrudescimento tende a polarizar posições entre aliados dos Estados Unidos e Estados que mantêm relações mais próximas com Teerã, reduzindo o espaço para mediação multilateral. A prolongação das hostilidades compromete também mecanismos de contenção e aumenta a probabilidade de incidentes laterais que ampliem o escopo do conflito.

Em síntese, as operações contra o Irã deflagradas por Estados Unidos e Israel inauguram uma fase de escalada com impacto imediato sobre a segurança regional, fluxos comerciais e perspectivas diplomáticas. A continuada retórica beligerante, combinada com ações militares coordenadas, diminui a probabilidade de progressos negociados de curto prazo e eleva a incerteza quanto ao desfecho e aos custos humanitários e econômicos que advirão caso a campanha se prolongue.

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