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Fortes chuvas deixam 22 mortos em Minas Gerais; calamidade decretada

Chuvas

As fortes chuvas que assolaram o estado de Minas Gerais nos últimos dois dias resultaram na morte de 22 pessoas, segundo confirmação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). O maior número de vítimas concentra-se em Juiz de Fora, no interior mineiro, onde 16 pessoas perderam a vida devido aos temporais. Na cidade de Ubá, localizada na Zona da Mata mineira, foram registradas quatro mortes adicionais.

As duas cidades mais afetadas decretaram estado de calamidade pública para acelerar as medidas emergenciais e viabilizar solicitações de apoio aos governos estadual e federal. As autoridades seguem apurando o número exato de vítimas, desaparecidos e desabrigados em meio ao cenário de devastação provocado pelos temporais.

Situação crítica em Ubá

O município de Ubá enfrentou um cenário de destruição sem precedentes após registrar um acumulado de 170 milímetros de chuva em apenas três horas, entre segunda-feira (23) e terça-feira (24). Segundo a Defesa Civil local, este volume representa a maior inundação registrada na cidade nos últimos anos.

O Rio Ubá atingiu a marca de 7,82 metros, transbordando e causando alagamentos e inundações em extensas áreas urbanas. O transbordamento provocou não apenas as quatro mortes confirmadas, mas também desmoronamentos, enxurradas e enchentes que resultaram em acionamentos emergenciais em diversos pontos da cidade.

O prefeito José Damato Neto assinou o Decreto de Calamidade Pública que entrou em vigor na terça-feira (24), estabelecendo um plano de contingência coordenado por uma sala de crise instalada na sede da Guarda Civil Municipal. Um ponto de coleta e atendimento foi estabelecido na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social, no antigo Fórum Cultural da Praça São Januário, para fornecer suporte às famílias desabrigadas.

Juiz de Fora registra maior número de vítimas pelas chuvas

Em Juiz de Fora, também no interior mineiro, a situação mostrou-se ainda mais grave, com 16 mortes confirmadas pelas autoridades. A cidade registrou 20 soterramentos e cerca de 440 pessoas desabrigadas, além de diversos bairros que ficaram completamente isolados devido aos alagamentos.

As aulas das redes municipais de ensino foram suspensas como medida preventiva, visando garantir a segurança da comunidade escolar. A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) mantém operações de busca por desaparecidos e atua na contenção dos danos causados pela devastação.

Coordenação das ações emergenciais

A resposta institucional aos temporais envolveu a mobilização de diferentes órgãos públicos. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais coordena as ações de resgate e atendimento às vítimas, enquanto a Defesa Civil monitora as condições meteorológicas e os riscos de novas ocorrências.

Os decretos de calamidade pública nas duas cidades têm por objetivo fortalecer a coordenação interinstitucional e acelerar os procedimentos burocráticos necessários para a liberação de recursos emergenciais. Esta medida permite que os municípios solicitem apoio técnico e financeiro dos governos estadual e federal de forma mais ágil.

Impactos regionais e perspectivas

A Zona da Mata mineira, região onde se localizam Juiz de Fora e Ubá, caracteriza-se por um relevo acidentado que amplifica os efeitos de chuvas intensas. A topografia montanhosa da região favorece a formação de enxurradas e dificulta o escoamento das águas pluviais, especialmente quando há precipitações concentradas em curtos períodos.

As autoridades mantêm o monitoramento meteorológico para identificar possíveis novas instabilidades atmosféricas que possam agravar a situação nas áreas já afetadas. A previsão do tempo indica a necessidade de manter os sistemas de alerta ativados, considerando que o solo saturado aumenta os riscos de deslizamentos e novos alagamentos.

O balanço final das perdas humanas e materiais ainda está sendo consolidado pelas equipes de resgate e avaliação de danos. As 22 mortes confirmadas até o momento representam uma das maiores tragédias relacionadas a eventos climéticos extremos registradas em Minas Gerais nos últimos anos, evidenciando a necessidade de investimentos em infraestrutura de drenagem urbana e sistemas de alerta precoce.

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