O corpo da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi localizado em área de mata no entorno de Caldas Novas (GO) em estado esquelético, conforme investigação conduzida pela Polícia Civil. O síndico do condomínio onde Daiane residia, identificado como Cleber Rosa de Oliveira, foi preso e confessou à polícia ter cometido o homicídio, informaram fontes ligadas ao caso.
Segundo nota da Polícia Científica do Estado de Goiás (PCI‑GO), os restos mortais encaminhados ao Instituto Médico‑Legal eram compostos basicamente por ossos, e o único material viável para tentativa de identificação genética foi um dente. A instituição detalhou que o dente exige tratamento químico prévio de quatro a cinco dias para permitir a extração de DNA, seguida de procedimento de análise genética de um a dois dias. Só após a conclusão dessas etapas o corpo poderá ser liberado à família, de acordo com a PCI‑GO.
Perícia e procedimentos de identificação de Daiane Alves Souza
A Polícia Científica esclareceu que, em razão do avançado estado de decomposição, o dente constitui a única matriz disponível para identificar formalmente a vítima. A sequência informada — tratamento químico por quatro a cinco dias e análise de DNA por mais um a dois dias — reflete o cronograma operacional anunciado pelas equipes responsáveis pelo exame. A instituição afirmou que tem dedicado máxima celeridade aos procedimentos e que a confirmação da identificação deve ocorrer ainda nesta semana.
“Em razão do estado em que foi encontrado o corpo, a única matriz disponível para a tentativa de extração de DNA foi o dente, material que exige tratamento químico de 4 a 5 dias para que se possa avançar para o procedimento de DNA propriamente dito, o qual leva de 1 a 2 dias. Nesse sentido, reforça que desde a chegada do corpo esqueletizado na Capital, os procedimentos têm sido realizados da forma mais célere possível, com o máximo empenho de todas as equipes envolvidas, a previsão é de que ainda essa semana haja a confirmação da identificação e assim o corpo seja liberado para os familiares.” — Polícia Científica do Estado de Goiás.
Dinâmica da investigação e exames complementares
Além dos exames periciais sobre os restos mortais, a autoridade científica informou que foram realizados novos procedimentos no condomínio e no veículo atribuído ao síndico. Esses exames visam confrontar as versões apresentadas pelos envolvidos com vestígios materiais encontrados tanto no local de moradia quanto no automóvel, para subsidiar a instrução policial e permitir que o presidente do inquérito conclua sobre as circunstâncias do fato.
Fontes do processo indicaram que o corpo foi localizado em Ipameri, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, e que o local foi apontado pelo próprio investigado. A defesa do síndico, por meio do escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, informou que a equipe de defesa técnica ainda não teve acesso ao resultado da perícia necroscópica, que não foi juntada aos autos do inquérito até o momento. Ao mesmo tempo, a nota da defesa ressaltou que o cliente tem colaborado com a investigação, sobretudo no esclarecimento da dinâmica dos fatos.
“O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que a defesa técnica não teve acesso ao resultado da perícia necroscópica, que ainda não foi juntada aos autos do inquérito policial. Na oportunidade, reitera‑se que o Sr. Cleber está colaborando com a investigação, sobretudo no esclarecimento da dinâmica dos fatos.” — Nota da defesa.
Informações preliminares divulgadas por representantes da família apontaram para a possível existência de projétil alojado na cabeça da vítima. O fato foi mencionado pelo advogado da família, Plínio César Cunha Mendonça, com base em dados iniciais fornecidos pela polícia. A defesa do investigado, por sua vez, não detalhou as circunstâncias em que a arma teria sido utilizada.
Implicações processuais e prazos
Com a confissão do suspeito e a continuação das perícias, o inquérito deverá juntar os laudos periciais, os exames de DNA e os resultados das análises sobre o condomínio e o veículo para formar o conjunto probatório. O prazo para liberação do corpo aos familiares depende diretamente do resultado da análise genética a partir do dente, conforme calendário operacional informado pela Polícia Científica.
Do ponto de vista procedimental, a conclusão dos exames e a juntada do laudo necroscópico aos autos são etapas essenciais para a definição das medidas judiciais subsequentes, que podem incluir indiciamento formal, pedido de prisão preventiva ou outras providências determinadas pelo Ministério Público e pelo juízo competente. Até que os laudos sejam protocolizados no inquérito, a defesa técnica alega estar impedida de acesso integral às informações periciais.
O caso, ocorrido em dezembro de 2025 e investigado nas primeiras semanas de 2026, está sob responsabilidade da Polícia Civil de Goiás, que coordena a instrução policial com o suporte da Polícia Científica. A expectativa das autoridades é de que a identificação formal da vítima seja confirmada ainda esta semana, permitindo a liberação do corpo e o prosseguimento das diligências judiciais.
Enquanto isso, a investigação prossegue com a análise dos vestígios materiais e a comparação entre versões declaradas pelos envolvidos e os elementos coletados em cena e no veículo suspeito. As conclusões periciais serão determinantes para o desfecho da investigação e para eventual responsabilização criminal do acusado.
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