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Aparecida amplia atendimentos em UBS

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A Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia adotou um conjunto de medidas emergenciais para enfrentar o aumento expressivo na procura por atendimentos nas unidades de urgência e emergência entre fevereiro e março de 2026. No período, o volume total de atendimentos cresceu de 53.864 para 74.131, um avanço de cerca de 37%, pressionando a capacidade instalada da rede e exigindo reorganização de fluxos assistenciais, especialmente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) e no Centro de Atenção Integrada à Saúde (CAIS) Nova Era.

Com o crescimento da demanda, a gestão municipal estruturou uma resposta em duas frentes principais: reforço nas escalas médicas dos serviços de urgência e ampliação do acesso nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), com atendimento sem necessidade de agendamento para casos leves de síndromes respiratórias e arboviroses. Em paralelo, o município intensificou a campanha de vacinação contra a gripe, adotando a imunização como eixo central de prevenção de quadros graves e internações, sobretudo entre grupos mais vulneráveis.

Pressão sobre UPA’s e CAIS leva ao reforço imediato das equipes

O salto de 20.267 atendimentos em um intervalo de um mês impactou diretamente as unidades de urgência de Aparecida de Goiânia, que operam como porta de entrada para casos agudos e situações que exigem avaliação rápida. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde ampliou as escalas médicas nas UPA’s e no CAIS Nova Era, com o objetivo de aumentar a capacidade de resposta, reduzir o tempo de espera e evitar a formação de filas prolongadas.

O incremento na demanda foi generalizado em toda a rede de urgência, com destaque para a UPA Flamboyant e a UPA Buriti Sereno, que registraram aumentos superiores a 50% no número de atendimentos no período. Esse comportamento sugere não apenas um crescimento pontual, mas um cenário de maior circulação de vírus respiratórios e arboviroses, fenômeno que, historicamente, se intensifica em determinados períodos do ano, especialmente em estações mais chuvosas ou em momentos de maior transmissão comunitária.

Ao reforçar plantões médicos e reorganizar escalas, a gestão busca mitigar o risco de superlotação e manter a capacidade de atendimento a casos graves, que exigem estabilização clínica, exames diagnósticos e, eventualmente, internação. A estratégia também considera a necessidade de preservar o perfil das unidades de urgência, evitando que se tornem o principal canal de atendimento para quadros leves que poderiam ser manejados em nível de atenção primária.

“Com equipes reforçadas, ampliação do acesso nas UBSs e o avanço da vacinação, buscamos assegurar atendimento eficiente e proteger a saúde da população diante do aumento da demanda no município”, afirma o secretário de Saúde, Alessandro Magalhães.

Atenção básica é usada para desafogar urgência com casos leves

Como complemento às medidas adotadas nas UPA’s e no CAIS, a Secretaria Municipal de Saúde ampliou o acesso nas Unidades Básicas de Saúde, que passaram a oferecer atendimento sem agendamento prévio para pacientes com sintomas de síndromes respiratórias e arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. A iniciativa abrange as 42 UBS’s do município, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h.

Essa estratégia reforça o papel da atenção primária como porta de entrada preferencial do sistema de saúde, orientando os usuários a buscar avaliação logo nos primeiros sintomas, em unidades mais próximas de suas residências. Ao concentrar nas UBS’s o atendimento a quadros leves e moderados, a gestão pretende preservar os serviços de urgência para situações de maior complexidade, como casos com sinais de alarme, descompensações clínicas e condições que demandem suporte intensivo.

“A ampliação do acesso nas UBS’s permite que casos leves sejam atendidos de forma mais ágil e próximos da residência dos pacientes, enquanto situações mais graves continuam sendo encaminhadas para as UPA’s e o CAIS”, explica o superintendente de Atenção à Saúde, Gustavo Assunção.

O direcionamento adequado dos fluxos entre atenção básica e urgência é considerado um dos elementos centrais para a eficiência do sistema, reduzindo o risco de colapso em momentos de pico de demanda. Ao incentivar a procura precoce por atendimento nas UBS’s, a gestão também busca antecipar o diagnóstico, iniciar tratamentos em tempo oportuno e evitar agravamentos que possam resultar em internações.

Arboviroses e síndromes respiratórias em foco

A ênfase em síndromes respiratórias e arboviroses reflete a preocupação com dois grupos de agravos que tradicionalmente pressionam a rede pública de saúde. No caso das arboviroses, doenças como dengue, zika e chikungunya costumam registrar aumento sazonal, em especial em períodos chuvosos e de maior proliferação do mosquito Aedes aegypti. Em situações de alta incidência, é comum a elevação da procura por atendimento, tanto por pacientes com sintomas leves quanto por casos com sinais de gravidade, como dor abdominal intensa, sangramentos e queda de pressão.

Já as síndromes respiratórias, que englobam desde quadros gripais até infecções respiratórias mais severas, tendem a se intensificar em determinadas épocas do ano, sobretudo no outono e inverno, quando há maior circulação de vírus e aumento de ambientes fechados. Esse cenário afeta sobretudo idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas, grupos mais suscetíveis a complicações e hospitalizações.

Nesse contexto, a organização dos fluxos entre atenção primária e urgência, aliada à vacinação e a ações de vigilância em saúde, torna-se fundamental para reduzir a pressão sobre hospitais e unidades de pronto atendimento, garantindo cuidado mais oportuno e racionalização do uso de recursos assistenciais.

Vacinação contra Influenza é pilar da estratégia preventiva

Além das medidas assistenciais, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da imunização como principal instrumento de prevenção de casos graves, em especial diante do aumento de quadros gripais. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está em andamento no município até 30 de maio, com meta de alcançar 90% de cobertura entre os grupos prioritários definidos pelo Programa Nacional de Imunizações.

A vacina contra a gripe é recomendada para idosos, gestantes, puérperas, crianças em faixas etárias específicas, pessoas com comorbidades, trabalhadores da saúde e outros públicos considerados de maior risco para complicações. A imunização reduz a probabilidade de infecções graves, diminui a necessidade de internações e contribui para aliviar a sobrecarga sobre a rede hospitalar em períodos de alta circulação viral.

“A imunização é fundamental para reduzir casos graves e internações, protegendo principalmente idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades. Quem estiver nos grupos prioritários deve procurar uma UBS ou a Central de Imunização o quanto antes e garantir sua proteção”, orienta a superintendente de Vigilância em Saúde, Hérica Leguizamon.

Ao associar a ampliação de atendimento nas UBS’s com a intensificação da vacinação, a gestão municipal busca atuar simultaneamente na resposta imediata à demanda elevada e na prevenção de novos casos graves, em uma lógica que combina abordagem assistencial e medidas de saúde pública.

Planejamento, vigilância e desafios de médio prazo

A resposta à alta na procura por urgência em Aparecida de Goiânia está ancorada em monitoramento contínuo da demanda e na capacidade de reorganizar rapidamente a rede de serviços. A Secretaria de Saúde enfatiza que está “sempre atenta, planejando e implantando soluções para os desafios do sistema”, em referência à necessidade de ajustar estratégias de acordo com a evolução dos indicadores epidemiológicos e assistenciais.

Entre os desafios de médio prazo, estão a manutenção de equipes em número suficiente para sustentar escalas reforçadas, a garantia de insumos e medicamentos nas unidades e a continuidade de ações de prevenção e vigilância, incluindo campanhas educativas sobre sintomas de alerta, uso adequado dos serviços e controle de vetores. Em cenários de alta demanda prolongada, torna-se ainda mais relevante a integração entre atenção básica, urgência, vigilância epidemiológica e regulação de leitos.

Outro ponto sensível é a comunicação com a população, que precisa ser orientada sobre onde buscar atendimento, em que situações procurar a UBS, a UPA ou o CAIS, e qual a importância de completar o esquema vacinal. A correta utilização dos serviços contribui para reduzir congestionamentos em portas de urgência e aumentar a resolutividade na atenção primária, reforçando o papel estruturante da rede básica de saúde.

As medidas em curso em Aparecida de Goiânia ilustram a necessidade de respostas articuladas em momentos de pressão sobre o sistema de saúde, combinando reorganização interna, coordenação entre níveis de atenção e fortalecimento de estratégias preventivas. A evolução dos indicadores de atendimento, internações e cobertura vacinal nos próximos meses será determinante para avaliar o impacto das ações e orientar eventuais novos ajustes na política municipal de saúde.

Ao ampliar o acesso nas UBS’s, reforçar as equipes das unidades de urgência e intensificar a vacinação contra Influenza, o município sinaliza a intenção de equilibrar resposta imediata às demandas agudas com medidas estruturantes de prevenção, em um cenário em que síndromes respiratórias e arboviroses seguem como desafios centrais para a gestão da rede pública de saúde.

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