O show pirotécnico que ninguém pediu
O barril de petróleo tipo Brent (aquele que serve de referência mundial) deu um salto de 6,59%, chegando a ser negociado a US$ 73,93, após ter alcançado US$ 78,50 - valor que não víamos desde janeiro. Enquanto isso, seu "primo americano", o WTI, subiu 6,66% para US$ 72,57. É como se o petróleo estivesse numa montanha-russa, mas daquelas que só sobem e deixam seu estômago no chão - principalmente quando olhamos para a bomba de combustível.
Entre bombas e barris: a matemática geopolítica
O gatilho para esse festival de números foi o ataque israelense contra instalações nucleares e militares iranianas. Israel decidiu que era hora de uma "operação prolongada" para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, e o Irã já prometeu uma resposta à altura. É como um jogo de xadrez onde cada movimento faz o preço do barril de petróleo saltar…
O apocalipse que (ainda) não chegou
Se você está imaginando cenários dignos de filme de desastre, não está sozinho. Segundo analistas do JPMorgan, se o Estreito de Ormuz fosse fechado, ou se os principais produtores de petróleo da região retaliariam, os preços poderiam disparar para US$ 120 a US$ 130 por barril - praticamente o dobro do valor atual. É como se seu combustível de repente…
A briga dos grandes: AIE vs. OPEP
Enquanto o mundo assiste ansiosamente, as grandes organizações de energia estão tendo seu próprio "reality show". De um lado, Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), veio a público dizer que está "monitorando ativamente" a situação e que tem mais de 1,2 bilhão de barris em estoque para emergências. Do outro lado, Haitham Al Ghais, secretário-geral da…
Corra para as colinas (de ouro)!
Como em todo bom filme de desastre, há sempre aquele momento em que as pessoas começam a correr em direções diferentes. No mercado financeiro não é diferente! Enquanto o petróleo sobe, as ações despencam globalmente. As bolsas asiáticas fecharam em queda, com o índice Nikkei do Japão recuando 0,89%. Na Europa, o cenário não é diferente, com o Euro Stoxx…
E amanhã?
A grande pergunta que todos fazem é: será que essa alta do petróleo vai durar mais que um fim de semana? Janiv Shah, analista da Rystad, aposta que não, indicando haver "uma probabilidade menor de uma guerra total". Frank Oland, do Danske Bank, concorda: "Não sabemos se isso vai se transformar em uma guerra regional maior, mas supondo que não…
No final das contas, o petróleo continua sendo aquele personagem imprevisível da economia global - parte vilão, parte herói, mas sempre no centro das atenções quando o mundo parece pegar fogo.