Totens com inteligência artificial ampliam monitoramento de enchentes em Goiânia

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O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, entregou neste domingo (8/2) os primeiros totens de monitoramento do Complexo Jamel Cecílio, inaugurando uma nova etapa da estratégia municipal de prevenção a alagamentos e gestão do tráfego em períodos de chuva intensa. Os equipamentos, que integram câmeras, sensores e sistemas de inteligência artificial, foram projetados para acompanhar em tempo real o fluxo de…

Monitoramento contínuo e operação integrada

Os totens instalados no Complexo Jamel Cecílio fazem parte de um sistema que combina vigilância permanente da via com mecanismos automáticos e remotos de controle de acesso. De acordo com o prefeito Sandro Mabel, o objetivo não se limita ao acionamento de cancelas, mas à criação de uma infraestrutura de observação contínua das condições de trânsito e de segurança viária ao longo de todo o ano.

Os dispositivos reúnem monitoramento de placas veiculares, registro visual e sistemas de reconhecimento facial, compondo um conjunto de dados que alimenta a central de operações da prefeitura. Segundo o gestor municipal, as cancelas podem ser acionadas tanto de maneira remota quanto automática, conforme os parâmetros de risco definidos pela Defesa Civil e pelos órgãos de trânsito.

Em paralelo, os totens estão integrados a painéis de LED de grande porte, posicionados em pontos estratégicos para informar, em tempo real, as condições de trafegabilidade das vias. Esses painéis exibem alertas sobre risco de alagamentos, bloqueios temporários, alterações de fluxo e outras orientações aos motoristas. Conforme explicou Mabel, a cancela é acionada apenas em situação de emergência, enquanto o sistema de comunicação visual permanece ativo de forma permanente.

Ampliação pela cidade e foco em áreas críticas

O Complexo Jamel Cecílio, importante corredor viário da capital goiana, conta agora com cinco totens de monitoramento. A prefeitura planeja a instalação de 27 unidades em toda a cidade, com prioridade para regiões historicamente sujeitas a alagamentos, como a Avenida 85 e a Marginal Botafogo. Essas áreas concentram episódios recorrentes de enxurradas e bloqueios de tráfego durante o período chuvoso, com impactos sobre a mobilidade urbana e a segurança dos usuários.

De acordo com a administração municipal, o plano de expansão é dinâmico. À medida que obras de infraestrutura de drenagem, como piscinões e reservatórios de contenção, forem sendo concluídas, alguns totens poderão ser remanejados para outros pontos sensíveis do município. A estratégia busca otimizar o uso dos equipamentos em consonância com a evolução das intervenções de engenharia urbana e dos projetos de mitigação de enchentes.

O redesenho da rede de monitoramento também dialoga com a necessidade de integrar tecnologias digitais à gestão do trânsito e à política de prevenção a desastres. A adoção de sistemas inteligentes de vigilância e alerta tende a complementar obras físicas de drenagem, oferecendo camadas adicionais de proteção, sobretudo em cenários de eventos extremos de chuva, que têm se tornado mais frequentes nas cidades brasileiras.

Funcionalidades técnicas e apoio à gestão do trânsito

O secretário municipal de Engenharia de Tráfego (SET), Tarcísio Abreu, detalhou as funcionalidades dos totens, destacando que a primeira delas está relacionada à operação das cancelas, capazes de interromper o tráfego em pontos críticos sempre que identificadas condições de risco. A segunda é o monitoramento com câmeras, que contam com inteligência artificial para identificar a altura dos veículos, reconhecer placas e auxiliar na fiscalização e na gestão do fluxo viário.

Os equipamentos também dispõem de sirenes, sistemas de iluminação e avisos sonoros destinados a orientar condutores em situações de emergência, como elevação repentina do nível da água, interdições ou necessidade de desvios. Com isso, a prefeitura busca reduzir o tempo de resposta a eventos adversos, minimizar congestionamentos e, sobretudo, evitar que motoristas ingressem em trechos já comprometidos por alagamentos.

A integração entre sensores, câmeras e algoritmos permite que parte das decisões operacionais seja automatizada, de acordo com parâmetros pré-estabelecidos de segurança. Ao mesmo tempo, o envio constante de dados para a central de monitoramento oferece aos técnicos de trânsito e à Defesa Civil subsídios para intervenções pontuais, definição de rotas alternativas e ajustes na sinalização viária, em especial nos horários de maior movimento.

Defesa Civil vê sistema como novo modelo de prevenção

Para o coordenador da Defesa Civil Municipal, Robledo Mendonça, a implantação dos totens com inteligência artificial representa um avanço no modelo de prevenção a desastres em Goiânia. Segundo ele, o sistema tende a se consolidar como referência nacional, na medida em que alia tecnologia de monitoramento, comunicação direta com a população e mecanismos de controle físico de acesso em vias suscetíveis a alagamentos.

Mendonça afirma que outras cidades brasileiras já têm buscado informações sobre o projeto, com interesse em replicar soluções semelhantes. O uso de sistemas inteligentes em políticas de defesa civil acompanha uma tendência observada em grandes centros urbanos, que incorporam sensores, plataformas de dados e comunicação digital para fortalecer a resiliência frente a eventos climáticos extremos.

O novo modelo, ao combinar vigilância em tempo real, alerta precoce e intervenção automática, busca reduzir a exposição de motoristas e pedestres a situações de risco, além de mitigar danos ao patrimônio público e privado. A atuação preventiva, apoiada em informações atualizadas e mecanismos de bloqueio rápido de vias, é considerada estratégica para evitar acidentes fatais e minimizar os impactos de enchentes em áreas urbanas densamente ocupadas.

Tecnologia, chuvas intensas e planejamento urbano

A adoção de totens de monitoramento com inteligência artificial insere Goiânia em um movimento mais amplo de uso de tecnologias digitais na gestão de riscos climáticos e de mobilidade. Em um contexto de chuvas intensas e eventos meteorológicos mais extremos, decorrentes de mudanças climáticas, municípios vêm recorrendo a sistemas de vigilância integrada para aumentar a capacidade de resposta a enchentes e enxurradas.

Esse tipo de solução é visto por especialistas como complementar, e não substitutivo, às obras estruturais de drenagem, contenção de cheias e requalificação urbana. A eficiência no enfrentamento de alagamentos depende de um conjunto de ações, que vão do investimento em infraestrutura hídrica à revisão do uso e ocupação do solo, passando pela ampliação da permeabilidade urbana e pela preservação de áreas de várzea.

No caso de Goiânia, a estratégia anunciada pela prefeitura combina a implantação dos totens com o avanço de obras de piscinões e intervenções em pontos críticos de acúmulo de água. A integração entre engenharia de tráfego, defesa civil e planejamento urbano é apontada como fundamental para que os dados coletados pelos equipamentos se traduzam em políticas públicas mais eficazes e em protocolos claros de atuação durante o período chuvoso.

À medida que a rede de monitoramento for ampliada e o sistema consolidado, a administração municipal deverá dispor de um volume crescente de informações sobre o comportamento das vias em momentos de chuva intensa, o que pode subsidiar decisões futuras de investimento, revisão de projetos viários e aperfeiçoamento dos planos de contingência. Nesse cenário, o Complexo Jamel Cecílio funciona como…

Com a entrega dos primeiros cinco totens e o planejamento de instalação de 27 unidades em toda a cidade, Goiânia sinaliza uma aposta em soluções tecnológicas para reduzir vulnerabilidades associadas às enchentes urbanas. Resta, a partir da operação contínua dos equipamentos e do monitoramento de seu desempenho ao longo do período de chuvas, avaliar em que medida o sistema contribuirá…