Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, foi preso na cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, ao tentar renovar sua identidade de estrangeiro usando documentação falsa.
Ele se apresentou como Maycon Gonçalves da Silva, mas foi identificado através do sistema internacional de estrangeiros como um procurado pela Interpol, constando na Lista de Difusão Vermelha da Polícia Internacional. Tuta, considerado o atual líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, foi nomeado para este cargo por Marcola após a transferência deste para presídios federais.
No Brasil, Almeida possui duas ordens de prisão em seu nome, ambas relacionadas à Operação Sharks, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Ele já foi condenado em primeira instância a 12 anos e seis meses de prisão por organização criminosa e ainda responde por outro processo de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Em…
Tuta disfarçado
Para disfarçar suas atividades criminosas, Tuta chegou a ocupar um cargo como adido do consulado de Moçambique em Belo Horizonte. A operação desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava o sistema de dólar-cabo no Paraguai e na Bolívia, com a facção movimentando aproximadamente R$ 100 milhões por ano através do tráfico de drogas e arrecadação de valores de seus integrantes.
Durante as buscas, foram apreendidos mais de R$ 100 mil em dinheiro vivo, veículos de luxo, drogas, uma pistola 9mm, munições, explosivos, equipamentos eletrônicos e diversos documentos. Os investigadores identificaram que o comando atual do PCC é composto por 21 pessoas, incluindo membros que vivem na Bolívia, no Paraguai e até na África. Tuta permanece sob custódia das autoridades bolivianas,…