Visto: EUA altera regra para emissão

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Para o visto americano, partir desta terça-feira (2) entra em vigor um conjunto de mudanças que altera, de forma prática e imediata, o passo a passo de quem quer visitar os Estados Unidos por turismo ou negócios. A principal novidade é simples e direta: qualquer pessoa que solicitar ou renovar visto de viagem terá de passar por uma entrevista presencial…

Tecnicamente, a mudança derruba isenções que existiam até então. Antes, renovações de vistos vencidos há menos de 12 meses podiam ser tratadas sem entrevista presencial; agora isso não vale mais. Além disso, a faixa etária que antes ficava dispensada — menores de 14 e maiores de 79 anos — também passa a comparecer. Existem exceções específicas, como para vistos diplomáticos…

Outra alteração importante e inevitavelmente sentida no bolso: a partir de 1º de outubro será cobrada a “Taxa de Integridade do Visto”, um adicional sobre as tarifas já praticadas. Hoje o custo padrão do visto de não imigrante está em US$ 185; com a nova cobrança, esse valor passará a ser US$ 250. E atenção: somando outras taxas e serviços, a conta final pode subir bem além desses números — então é hora de revisar o orçamento da viagem com calma.

Do ponto de vista prático, o impacto é duplo. Primeiro, haverá maior demanda por agendamentos presenciais, então quem planeja viajar deve considerar mais tempo para marcar entrevistas e possíveis deslocamentos. Segundo, o custo final da obtenção do visto tende a subir, o que afeta planos de turistas, estudantes e profissionais que contam com viagens temporárias. O visto de não imigrante…

Renovação do visto

Para quem precisa renovar ou solicitar o visto, um bom roteiro mental ajuda: reúna documentos que comprovem vínculos com o país de origem, organize itinerários e comprovantes financeiros, e esteja pronto para responder de forma clara e objetiva na entrevista — sem dramatizar, mas também sem improvisar. Uma entrevista presencial não é um interrogatório de cinema, mas é o momento em que o consulado quer confirmar intenções e condições de retorno.

Um exemplo prático: imagine um estudante indo fazer intercâmbio curto. Antes, se fosse uma simples renovação recente, talvez evitasse fila e deslocamento; agora, ele terá de reservar tempo, deslocar-se até o consulado e arcar com a taxa maior. Para uma família com crianças pequenas ou idosos, a logística muda — é preciso planejar quem acompanha, transporte e paciência extra (leve um livro ou um bom podcast para a sala de espera).

No fim das contas, essas medidas refletem um endurecimento procedimental e — segundo a lógica oficial — um esforço por maior controle e integridade do processo de concessão de vistos. Para o viajante, a recomendação é agir com antecedência, revisar o orçamento e encarar a entrevista como parte da viagem: uma etapa a mais na jornada. E se precisar de coragem, pense que, no consulado, sorrir ainda é grátis — só não esqueça o passaporte e a paciência.