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Comurg realiza roçagem em vários bairros de Goiânia

Redação Redação · · 9 min de leitura
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Roçagem

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) intensificou, nos últimos cinco dias, a manutenção de áreas públicas na capital goiana, com execução de serviços de roçagem, poda de grama, varrição, limpeza de mananciais e pintura de meio-fio. De acordo com dados divulgados pela Prefeitura de Goiânia, as equipes atuaram em 34 pontos da cidade, cobrindo aproximadamente 325 mil metros quadrados, em regime de trabalho diurno e noturno, com foco em regiões de maior fluxo de pessoas e veículos.

Segundo o planejamento informado pelo município, o cronograma priorizou setores estratégicos, como Setor Central, Setor Sul e Jardim Goiás, além de corredores viários relevantes para a mobilidade urbana, entre eles as avenidas 85 e Mutirão. As frentes de serviço incluíram ainda roçagem em faixas de domínio, poda de gramado em praças e canteiros centrais, limpeza de córregos e ações de zeladoria em equipamentos públicos, como o Cemitério Parque. A intenção declarada da gestão é combinar ações de preservação ambiental, segurança viária e melhoria da paisagem urbana em áreas de grande circulação.

Atuação em corredores estruturantes e áreas de grande circulação

A execução dos serviços em avenidas de intenso tráfego, a exemplo da 85 e da Mutirão, segue a lógica de concentrar esforços em eixos estruturantes de Goiânia, que concentram atividades comerciais, serviços e linhas de transporte coletivo. Nessas vias, a roçagem e a poda de gramados em canteiros e margens cumprem papel relevante na garantia de visibilidade para motoristas e pedestres, reduzindo riscos de acidentes associados à vegetação alta, sobretudo em cruzamentos e acessos.

No eixo da Marginal Cascavel e no Setor Pedro Ludovico, a Comurg promoveu serviços de roçagem em áreas verdes adjacentes à malha viária. A Prefeitura destaca que intervenções desse tipo também contribuem para o controle de vetores e animais peçonhentos, uma vez que terrenos com vegetação densa tendem a acumular lixo descartado irregularmente e a abrigar insetos e pequenos animais. Esse tipo de manutenção, ainda que rotineira, costuma ganhar relevância em períodos de chuva, quando o crescimento da vegetação se acelera.

Paralelamente, a pintura de meio-fio foi realizada em pontos de referência urbana, como as Praças do Sol, Tamandaré e do Avião, localizadas em áreas de forte apelo comercial e cultural. A renovação da sinalização horizontal nas calçadas e no entorno de praças está relacionada tanto à percepção de conservação do espaço público quanto à organização de vagas de estacionamento e delimitação de áreas de carga e descarga, aspecto relevante em regiões de grande fluxo de veículos.

Praças, cemitérios e áreas de convivência recebem manutenção

Além dos corredores viários, o plano de trabalho contemplou áreas de convivência e uso coletivo. A poda de gramado foi executada no trecho que se estende da Praça do Ratinho até a Avenida T-11, uma região que conecta zonas residenciais a áreas de comércio e serviços. Nessas localidades, a manutenção regular de gramados e jardins contribui para a oferta de espaços públicos mais adequados à circulação de pedestres, prática de atividades físicas e lazer.

O Cemitério Parque, equipamento público com grande circulação de pessoas especialmente em datas específicas, também passou por ações de rastelação nas áreas interna e externa. A atividade envolve a remoção de folhas, galhos e resíduos sólidos da superfície, favorecendo a drenagem do solo e reduzindo pontos de acúmulo de água. Em cemitérios, esse tipo de manutenção é frequentemente associado a medidas de controle de focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, dada a presença de floreiras e recipientes que podem acumular água em dias chuvosos.

“A manutenção em cemitérios, praças e parques integra a agenda permanente de zeladoria das cidades brasileiras, com impacto direto tanto na percepção de cuidado com o espaço público quanto em indicadores de saúde e segurança urbana”, observam especialistas em gestão urbana.

Em Goiânia, o direcionamento de equipes para essas áreas está alinhado a uma tendência adotada por administrações municipais que buscam conciliar manutenção de rotina com ações preventivas, sobretudo em períodos de maior incidência de doenças transmitidas por vetores e de intensificação das chuvas.

Limpeza de mananciais e manejo ambiental

O cronograma da Comurg incorporou ainda a limpeza de mananciais no Córrego Capim Puba, em trecho compreendido entre as avenidas Leste-Oeste e República do Líbano, com extensão às regiões dos setores Oeste e Aeroporto. Essas intervenções consistem, em geral, na remoção de resíduos sólidos, sedimentos e vegetação excessiva das margens e do leito, com o objetivo de melhorar a vazão da água, reduzir riscos de alagamento e mitigar impactos ambientais decorrentes do descarte irregular de lixo.

A gestão de cursos d’água urbanos é apontada por especialistas como um dos desafios centrais das cidades de médio e grande porte no país. Córregos e canais frequentemente recebem resíduos sólidos, entulho e esgoto clandestino, fatores que comprometem a qualidade da água, agravam enchentes e geram custos adicionais de manutenção. Em Goiânia, o Córrego Capim Puba integra um sistema de drenagem que escoa água de chuva de diferentes bairros; por isso, a limpeza periódica é considerada essencial para o funcionamento da infraestrutura de macro e microdrenagem.

No campo do planejamento urbano, a limpeza de mananciais também está associada a políticas de ocupação do solo e preservação de áreas de proteção permanente. Intervenções como a realizada pela Comurg, embora sejam medidas pontuais de manutenção, dialogam com estratégias mais amplas de recuperação ambiental e valorização de fundos de vale, que podem ser convertidos em parques lineares, ciclovias e áreas de lazer, conforme mostram experiências em outras capitais brasileiras.

Roçagem, poda e varrição em bairros residenciais

A programação executada nos últimos dias incluiu serviços de roçagem e poda de gramado no cruzamento das avenidas Iza Costa e Perimetral Norte, no Setor Chácaras Retiro. Trata-se de uma região que combina uso residencial e tráfego intenso, por ser um dos eixos de conexão da zona norte da cidade com outras áreas urbanas. Nesses pontos, a manutenção da vegetação em canteiros e margens colabora para a segurança viária e para a redução de pontos de descarte irregular de resíduos.

A varrição, por sua vez, ocorreu de forma simultânea em todos os endereços contemplados na programação diária. Esse serviço, frequentemente percebido como rotineiro, é um dos principais componentes da limpeza urbana, responsável pela remoção de folhas, areia e lixo miúdo das calçadas e vias. Em centros urbanos, a qualidade da varrição está diretamente associada à aparência das ruas e ao funcionamento adequado da drenagem superficial, uma vez que bocas de lobo obstruídas por resíduos tendem a potencializar alagamentos.

Experiências de gestão de limpeza pública em diferentes cidades brasileiras indicam que a combinação entre varrição mecanizada e manual, roçagem periódica e ações educativas voltadas ao descarte correto de resíduos tende a produzir resultados mais consistentes a médio e longo prazo. Em Goiânia, o relato da Comurg de atuação em múltiplos turnos, diurno e noturno, sugere tentativa de otimizar o uso das equipes e reduzir impactos no tráfego durante o horário comercial.

Zeladoria contínua e ações preventivas

Além do planejamento concentrado nesses cinco dias, a Comurg informou que mantém, ao longo de todo o dia, equipes dedicadas à poda preventiva de árvores, à manutenção de canteiros e à remoção de entulhos, entre outras atividades de zeladoria. A poda preventiva tem como objetivo principal evitar queda de galhos sobre vias, veículos, pedestres e redes de energia, especialmente durante períodos de chuva e ventos fortes. A atividade requer planejamento técnico para preservar a saúde das árvores, respeitando critérios de arborização urbana.

A manutenção dos canteiros, por sua vez, inclui o manejo de espécies ornamentais, reposição de mudas, irrigação e controle de plantas invasoras, aspectos relevantes para a constituição de paisagens urbanas mais qualificadas. Já a remoção de entulhos está diretamente ligada ao enfrentamento de pontos crônicos de descarte irregular de resíduos da construção civil e volumosos, que podem causar degradação do espaço público, gerar riscos à saúde e sobrecarregar o sistema de drenagem.

Em termos de gestão pública, a intensificação de ações de zeladoria urbana, como as relatadas pela Comurg, tende a ser avaliada a partir de indicadores como extensão de áreas atendidas, frequência de limpeza, número de equipes mobilizadas e redução de ocorrências associadas a alagamentos, proliferação de vetores e reclamações de moradores. A cobertura de 325 mil metros quadrados em cinco dias, distribuídos por 34 pontos de Goiânia, insere-se nesse contexto de manutenção contínua e reforça o papel da companhia como executora das políticas municipais de limpeza e conservação de espaços públicos.

Ao articular serviços de roçagem, poda, varrição, limpeza de mananciais e outras ações preventivas, o poder público municipal busca preservar a infraestrutura urbana existente, mitigar riscos ambientais e de saúde e melhorar as condições de uso dos espaços coletivos. O resultado dessas iniciativas, entretanto, depende também da colaboração da população, em especial quanto ao descarte adequado de resíduos e à preservação de áreas verdes, dimensões que costumam ser incorporadas a campanhas educativas e programas permanentes de conscientização.

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