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Vila perde mesmo com 1 a mais

Redação Redação · · 4 min de leitura
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Vila

Em uma demonstração impressionante de resiliência e estratégia tática, o Coritiba conquistou uma vitória significativa contra o Vila Nova por 2 a 1, na noite de quinta-feira, no estádio OBA, em Goiânia. O confronto, válido pela 20ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, não foi apenas mais três pontos na tabela – foi uma verdadeira aula de superação em condições adversas. Como dizem no futebol, “ganhar com um a menos é como vencer duas vezes no mesmo dia”, e o Coxa provou esta máxima com maestria.

O triunfo não poderia ter vindo em momento mais oportuno. Com esta vitória, a equipe paranaense assumiu a liderança provisória da competição, acumulando 38 pontos e ultrapassando o Goiás, que possui 37. É como aquela sensação de finalmente chegar ao topo da montanha após uma longa escalada – com a diferença que o Coritiba teve que fazer parte do trajeto carregando um peso extra nas costas, literalmente jogando com dez homens em campo.

A partida começou de forma auspiciosa para o Coxa, que apresentou um início arrasador com a dupla Josué e Lucas Ronier criando jogadas perigosas pelo flanco direito. O primeiro gol veio aos 13 minutos, quando Pagnussat, ao tentar cortar um cruzamento rasteiro de Josué, acabou marcando contra a própria meta. Porém, como é característico de confrontos deste calibre, o Vila Nova encontrou o empate aos 24 minutos, quando Dodô converteu um pênalti após Jacy atingir o rosto de Guilherme Parede em uma disputa aérea. O cenário complicou-se para o Coritiba aos 30 minutos, quando Filipe Machado recebeu o segundo cartão amarelo por reclamação e foi expulso, deixando sua equipe em desvantagem numérica.

A resposta do técnico Mozart foi imediata e demonstrou sua astúcia tática. Reorganizando a equipe para um esquema 5-3-1, sacrificou um atacante para reforçar a defesa com a entrada do zagueiro Tiago Cóser. Esta adaptação mostrou-se fundamental para manter a solidez defensiva, enquanto ainda permitia transições rápidas com os habilidosos Josué e Ronier. Ainda no primeiro tempo, aos 46 minutos, veio o gol da vitória: Josué fez um passe preciso, Alex Silva recebeu na área e cruzou rasteiro para Jacy, que se redimiu do pênalti cometido anteriormente, finalizando com precisão no canto.

Vila tenta mas em vão

O segundo tempo foi uma verdadeira batalha campal, com o Vila Nova pressionando em busca do empate e o Coritiba demonstrando uma capacidade defensiva exemplar. Como um castelo medieval sitiado por todos os lados, a defesa do Coxa resistiu bravamente a cada investida. As estatísticas finais são reveladoras: mesmo com apenas 42% de posse de bola e tendo realizado 13 finalizações contra 21 do adversário, a equipe paranaense mostrou-se mais eficiente e disciplinada taticamente. É como diz o velho ditado no futebol: “Não importa quanto você ataca, mas como você finaliza.”

Esta vitória carrega um simbolismo especial quando se observa o histórico entre as equipes. O Vila Nova é considerado um tradicional “freguês” do Coritiba desde 1975, quando se enfrentaram pela primeira vez. Em 19 confrontos, o time goiano venceu apenas duas vezes, enquanto o Coxa soma 11 vitórias e 5 empates. Uma dominância que transcende gerações e continua a se manifestar mesmo nas circunstâncias mais desafiadoras.

O técnico Mozart, que agora acumula 17 vitórias, 9 empates e 8 derrotas desde que assumiu o comando da equipe, demonstrou mais uma vez sua capacidade de adaptação e liderança. Após três partidas sem vencer, esta vitória representa não apenas uma retomada de confiança, mas também um sinal claro de que o Coritiba está pronto para batalhar pelo acesso à elite do futebol brasileiro. Como próximo desafio, a equipe enfrentará a Chapecoense em 8 de agosto, no Couto Pereira, com a oportunidade de consolidar sua posição na liderança da Série B.

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