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Novos ônibus do BRT são entregues

Redação Redação · · 4 min de leitura
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Onibus

Goiânia virou palco de uma transformação concreta na mobilidade: a entrega das 19 estações revitalizadas do BRT Leste-Oeste e a entrada em circulação de 28 novos ônibus — entre eles articulados elétricos para o corredor principal e veículos Euro VI nas linhas alimentadoras — marcam o avanço do Projeto Nova Anhanguera. Para quem pega ônibus todo dia, não é só estética: é redução de desconforto, mais segurança e um sistema pensado para atender os cerca de 86 mil passageiros que passam por ali diariamente. Pense numa avenida que tomou banho, cortou o cabelo e voltou à vida — só que com panelas de energia limpa no lugar dos riscos de fumaça.

A modernização física das plataformas começou em janeiro de 2024 e culminou agora com a entrega das últimas três plataformas — Capuava, Cascavel e Rua 8 — enquanto quatro terminais seguem em obras e devem ser concluídos ainda este ano: Praça da Bíblia, Praça A, Dergo e Senador Canedo. Além das estações, a sede da Metrobus recebeu intervenções na recepção e no auditório, parte de uma reestruturação iniciada em 2021. Em outras palavras: a infraestrutura recebeu não só retoques, mas um upgrade completo para funcionar como peça de um sistema integrado.

No campo da frota, os números são técnicos e promissores: os 28 ônibus recém-integrados incluem seis elétricos articulados no sistema principal e 22 veículos padrão Euro VI nas linhas alimentadoras. A meta é audaciosa e clara — chegar a 130 veículos movidos a energia limpa e renovável, com 50 elétricos, 32 a biometano e 48 Euro VI. Entre as novidades mais emblemáticas está a operação regular prevista de ônibus biarticulados 100% elétricos, veículos de 28 metros produzidos pela Volvo, que aumentam significativamente a capacidade por viagem sem a necessidade de multiplicar a frota.

Do ponto de vista técnico-ambiental, a modernização combina redução de emissões e eficiência operacional. A tecnologia Euro VI reduz a emissão de poluentes conforme normas europeias, enquanto os veículos elétricos e motores a biometano atuam diretamente na descarbonização da atmosfera urbana. É o efeito de trocar um desfile de caminhões antigos por uma frota “silenciosa e limpa”: menos partículas, menos ruído e mais conforto térmico dentro das estações — uma vitória tanto para a saúde pública quanto para a conta de carbono da cidade.

Ônibus e IA

A inovação não para nos veículos: a chamada metronização — um sistema que usa inteligência artificial para ajustar semáforos em tempo real — promete transformar o ônibus em prioridade no trânsito. Nos trechos já implementados (como entre Novo Mundo–Praça da Bíblia e Isidória–Praça Cívica), a ferramenta tem aumentado a velocidade operacional do transporte coletivo em 30% a 40%. Imagine um maestro invisível fazendo a orquestra viária tocar em tempo: menos paradas, menos tempo ocioso e maior previsibilidade nas viagens.

Os reflexos sociais são imediatos e palpáveis. Usuários que haviam abandonado o transporte coletivo começam a retornar: a retomada média de passageiros tem crescido cerca de 10% ao mês, com a projeção de recuperar os volumes do início da década em até dois anos. Melhor infraestrutura, frota moderna e operações mais rápidas significam mais dignidade para quem depende do transporte público — menos tempo perdido em deslocamentos, mais acesso a emprego, cultura e lazer. É urbanismo que gera inclusão.

Sejamos práticos: a transformação do BRT Leste-Oeste mostra como combinar engenharia, tecnologia e políticas públicas pode devolver qualidade de vida à cidade. É um movimento que exige manutenção, planejamento e monitoramento contínuos — não é um “tapinha” temporário —, mas já tem melhora mensurável no serviço. E se alguém ainda resistir à ideia de ônibus moderno, basta imaginar filas menores, ar-condicionado eficiente e um corredor que flui: é o transporte coletivo trabalhando em seu melhor papel, movendo pessoas em direção a uma cidade mais sustentável e conectada.

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