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Hospital Hugo vai passar por reforma após alagamento

Redação Redação · · 5 min de leitura
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hugo

O Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo) manteve o atendimento em funcionamento durante e após o alagamento provocado pelas fortes chuvas que atingiram Goiânia no fim de semana, segundo informou a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES‑GO). Em vistoria técnica realizada em 8 de dezembro, o titular da pasta, Rasível Santos, acompanhou ações emergenciais de contingência e o planejamento de reformas definitivas nas áreas afetadas.

Medidas imediatas e transferência de pacientes

Como resposta imediata ao volume de água registrado no sábado, 6 de dezembro, as equipes do Hugo realocaram pacientes das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) 3 e 4, localizadas no térreo, para áreas consideradas seguras. Para garantir a continuidade dos cuidados intensivos, o espaço do hospital-dia foi temporariamente adaptado para acomodar leitos críticos. Pacientes em processo de internação foram transferidos para o segundo andar, medida que preservou a capacidade de atendimento do pronto‑socorro.

A SES‑GO enfatizou que todas as ações emergenciais foram adotadas de forma ágil, com equipes mobilizadas para assegurar a segurança dos pacientes e a integridade estrutural da unidade. A atuação imediata visou minimizar riscos clínicos e operacionais decorrentes da inundação, mantendo os fluxos essenciais de atendimento sem interrupção.

Vistoria técnica e interlocução com a Prefeitura

Durante a vistoria no Hugo, o secretário Rasível Santos ressaltou a necessidade de acelerar reparos e avançar em soluções definitivas para reduzir vulnerabilidades da unidade frente a novos eventos de chuva intensa. A comitiva técnica contou com a presença do secretário‑adjunto Sérgio Vêncio e do subsecretário de Políticas e Ações em Saúde, Luciano de Moura Carvalho.

A SES‑GO declarou manter diálogo técnico com a Prefeitura de Goiânia para adoção de intervenções estruturais na Avenida 90, via que influencia diretamente o acesso ao hospital. As medidas propostas incluem o abaulamento da pista, limpeza completa dos bueiros, melhoria da drenagem pluvial e a construção de uma mureta de contenção para impedir que a água proveniente de vias mais altas atinja novamente o acesso à unidade.

“As medidas buscam corrigir alterações no fluxo de água registradas após obras viárias realizadas na região”, afirma a secretaria.

Análise técnica das intervenções propostas

As ações planejadas reúnem técnicas consagradas de engenharia urbana: o abaulamento da pista — alteração do perfil transversal da via — pode direcionar o escoamento superficial para pontos de captação adequados, enquanto a limpeza e manutenção dos bueiros reduzem o risco de entupimento que multiplica o acúmulo de água. A melhoria da drenagem pluvial, por sua vez, envolve a ampliação ou requalificação de galerias e pontos de entrada de água, com impacto direto na capacidade de vazão durante picos de precipitação.

A construção de uma mureta de contenção atua como barreira física contra o escoamento de enxurradas provenientes de cotas superiores, reduzindo a energia e o volume de água que chegam ao nível do hospital. Tais medidas, combinadas, visam mitigar a recorrência de inundações provocadas por alterações no fluxo hídrico decorrentes de intervenções viárias recentes na região.

Impacto sobre a operação hospitalar e próximos passos

Segundo a SES‑GO, as reformas emergenciais definitivas nas áreas afetadas já estão em fase de preparação. A prioridade anunciada pela pasta é dupla: corrigir problemas estruturais na unidade hospitalar e promover intervenções urbanas que eliminem a origem do risco. A coordenação entre estado e prefeitura é apresentada como elemento central para a implementação integrada das obras.

Do ponto de vista da gestão hospitalar, a capacidade de adaptar espaços — como a conversão temporária do hospital‑dia em área de leitos críticos — e a transferência planejada de pacientes demonstram protocolos de contingência alinhados a princípios de segurança do paciente. No entanto, a eficácia dessas medidas depende de rapidez na execução das obras definitivas e de monitoramento contínuo das condições hidrológicas e de infraestrutura na região.

O episódio ressalta a vulnerabilidade de equipamentos de saúde localizados em áreas urbanas sujeitas a alterações no fluxo de águas pluviais, especialmente após intervenções viárias. A implantação de soluções estruturais e de manutenção preventiva da rede de drenagem é condição necessária para minimizar riscos futuros e preservar a operacionalidade de serviços essenciais.

Em síntese, a SES‑GO reporta que o Hugo manteve atendimento ininterrupto durante a emergência e que as equipes seguem mobilizadas para reforçar a estrutura da unidade e acelerar a implementação das soluções definitivas, em articulação com a Prefeitura de Goiânia.

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