Menu

Redes sociais

Portal Goiás Destaque
Internacional

Petróleo dispara após ataque ao Irã

Redação Redação · · 5 min de leitura
Compartilhar
Petroleo

O show pirotécnico que ninguém pediu

O barril de petróleo tipo Brent (aquele que serve de referência mundial) deu um salto de 6,59%, chegando a ser negociado a US$ 73,93, após ter alcançado US$ 78,50 – valor que não víamos desde janeiro. Enquanto isso, seu “primo americano”, o WTI, subiu 6,66% para US$ 72,57. É como se o petróleo estivesse numa montanha-russa, mas daquelas que só sobem e deixam seu estômago no chão – principalmente quando olhamos para a bomba de combustível.

Entre bombas e barris: a matemática geopolítica

O gatilho para esse festival de números foi o ataque israelense contra instalações nucleares e militares iranianas. Israel decidiu que era hora de uma “operação prolongada” para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, e o Irã já prometeu uma resposta à altura. É como um jogo de xadrez onde cada movimento faz o preço do barril de petróleo saltar alguns dólares. E quem fica de olho nesse tabuleiro perigoso? Nada menos que o Estreito de Ormuz, uma hidrovia por onde passa aproximadamente um quinto do consumo global de petróleo. Imaginem só: é como se esse estreito fosse uma mangueira de gasolina alimentando o mundo inteiro, e alguém está brincando com fósforos ao lado.

O apocalipse que (ainda) não chegou

Se você está imaginando cenários dignos de filme de desastre, não está sozinho. Segundo analistas do JPMorgan, se o Estreito de Ormuz fosse fechado, ou se os principais produtores de petróleo da região retaliariam, os preços poderiam disparar para US$ 120 a US$ 130 por barril – praticamente o dobro do valor atual. É como se seu combustível de repente decidisse que quer se tornar um produto de luxo! Felizmente, até agora, as instalações petrolíferas iranianas continuam operando normalmente, e o fluxo de petróleo na região segue inalterado. A Companhia Nacional Iraniana de Refino e Distribuição de Petróleo fez questão de tranquilizar todo mundo de que está tudo bem, mas é um pouco como quando alguém diz “não se preocupe” – você automaticamente começa a se preocupar.

A briga dos grandes: AIE vs. OPEP

Enquanto o mundo assiste ansiosamente, as grandes organizações de energia estão tendo seu próprio “reality show”. De um lado, Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), veio a público dizer que está “monitorando ativamente” a situação e que tem mais de 1,2 bilhão de barris em estoque para emergências. Do outro lado, Haitham Al Ghais, secretário-geral da OPEP, acusou a AIE de “disparar alarmes falsos” e criar pânico desnecessário. É como uma briga de vizinhos em que um acusa o outro de fazer barulho demais, só que nesse caso, o “barulho” pode custar bilhões à economia global. O aumento de US$ 10 por barril nos últimos três dias é mais um reflexo do nervosismo do mercado do que uma queda real na produção.

Corra para as colinas (de ouro)!

Como em todo bom filme de desastre, há sempre aquele momento em que as pessoas começam a correr em direções diferentes. No mercado financeiro não é diferente! Enquanto o petróleo sobe, as ações despencam globalmente. As bolsas asiáticas fecharam em queda, com o índice Nikkei do Japão recuando 0,89%. Na Europa, o cenário não é diferente, com o Euro Stoxx 50 caindo 1,30%. É como se alguém tivesse gritado “fogo!” em uma sala lotada de investidores. Nos EUA, apenas as ações do setor de energia, como Chevron e Exxon, nadam contra a maré com altas de quase 3%. E para onde vão os investidores assustados? Para os chamados “ativos de refúgio”: ouro (que subiu 1,25% para US$ 3.440), dólar e franco suíço. É o clássico “corre para as colinas” do mercado financeiro.

E amanhã?

A grande pergunta que todos fazem é: será que essa alta do petróleo vai durar mais que um fim de semana? Janiv Shah, analista da Rystad, aposta que não, indicando haver “uma probabilidade menor de uma guerra total”. Frank Oland, do Danske Bank, concorda: “Não sabemos se isso vai se transformar em uma guerra regional maior, mas supondo que não seja o caso, o foco logo estará em outro lugar”. É como se estivéssemos assistindo a um filme de suspense e todos tentassem adivinhar o final. Enquanto isso, nossos bolsos seguem apreensivos, esperando para ver se vão precisar desembolsar mais na próxima ida ao posto de gasolina ou se tudo isso vai se acalmar antes do próximo tanque cheio.

No final das contas, o petróleo continua sendo aquele personagem imprevisível da economia global – parte vilão, parte herói, mas sempre no centro das atenções quando o mundo parece pegar fogo.

Compartilhar

Veja também

Cuba sofre 2° apagão
Falhas

Cuba sofre 2° apagão

Sistema energético da ilha é severamente impactado por restrições e obsolescência