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Morre Arlindo Cruz ícone do samba

arlindo cruz

Arlindo Cruz, um dos maiores ícones do samba brasileiro, faleceu aos 66 anos no Rio de Janeiro, após uma longa batalha contra complicações de saúde decorrentes de um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico sofrido em 2017. Internado em tratamento para pneumonia e outras infecções respiratórias, além de portar uma doença autoimune, o músico enfrentou sequelas graves que paralisaram sua carreira artística e exigiram cuidados constantes até seu falecimento.

Reconhecido como um compositor de excelência, Arlindo iniciou sua trajetória musical em 1981 nas rodas de samba do Cacique de Ramos, ao lado de grandes nomes como Jorge Aragão e Almir Guineto. Ganhou notoriedade inicialmente como integrante do grupo Fundo de Quintal, contribuindo para a consolidação do samba de raiz e da cultura carnavalesca carioca, e posteriormente destacou-se em carreira solo a partir de 1993, lançando diversos álbuns em parceria com o músico Sombrinha e obtendo grande sucesso com o DVD “MTV ao Vivo: Arlindo Cruz” em 2009, que vendeu 100 mil cópias.

Entre seus maiores sucessos estão composições como “Meu Lugar”, “O Bem”, “Será Que É Amor” e “O Show Tem Que Continuar”. Além da música, Arlindo teve forte presença no carnaval, sendo autor de vários sambas-enredo para escolas tradicionais como Império Serrano e Acadêmicos do Grande Rio. Casado desde 2012 com a empresária Babi Cruz, com quem manteve uma união de mais de 26 anos, era pai dos músicos Arlindinho e Flora Cruz.

Seu legado artístico é marcado por mais de 500 composições que influenciaram gerações e perpetuaram a cultura do samba no Brasil. A família divulgou nota ressaltando sua generosidade, fé e alegria, destacando que sua música continuará a inspirar futuras gerações, consolidando-o como um poeta do samba e um exemplo de força e paixão pela arte.

Quem era Arlindo Cruz

Arlindo Cruz foi um dos maiores nomes do samba brasileiro, reconhecido nacional e internacionalmente como compositor, cantor, instrumentista e símbolo do samba de raiz. Nascido em 14 de setembro de 1958 no Rio de Janeiro, Arlindo Domingos da Cruz Filho se destacou especialmente pelo talento com o banjo e pelo carisma nas rodas de samba.

Carreira e legado

Arlindo iniciou sua trajetória musical no início dos anos 1980 nas tradicionais rodas de samba do Cacique de Ramos, ao lado de nomes como Jorge Aragão, Almir Guineto e Sombrinha. Ele ganhou notoriedade ao integrar o grupo Fundo de Quintal, sendo um dos principais responsáveis pela consolidação do grupo e pela renovação do samba carioca. No Fundo de Quintal, foi autor de sucessos como “A Batucada dos Nossos Tantãs” e “Do Fundo do Nosso Quintal”.

Ao sair do grupo, seguiu carreira solo e também fez uma das mais relevantes duplas do gênero ao lado de Sombrinha. Assinou centenas de composições — entre elas, sambas, pagodes e sambas-enredo para escolas como o Império Serrano e Acadêmicos do Grande Rio. Entre seus maiores sucessos estão “Meu Lugar”, “O Show Tem Que Continuar”, “Será Que É Amor”, “O Bem” e “Camarão Que Dorme a Onda Leva”.

Vida pessoal e saúde

Casado com a empresária Babi Cruz, Arlindo era pai de Arlindinho e Flora Cruz, ambos ligados à música. Em 2017, sofreu um AVC hemorrágico que o afastou dos palcos e provocou graves sequelas, levando a um longo período de tratamento. Mesmo assim, sua trajetória continuou inspirando gerações.

Importância cultural

Arlindo Cruz é visto como um dos grandes poetas do samba recente, referência fundamental na preservação e renovação do gênero e na valorização da cultura popular brasileira. Deixou mais de 500 composições, shows históricos, prêmios e álbuns clássicos, firmando-se como um dos maiores artistas da música nacional.

Arlindo Cruz não era somente um grande músico, mas também um dos mais respeitados compositores do samba moderno. Ele cresceu em família ligada à música: o pai, Arlindão, era violonista e incentivador do filho, enquanto a mãe, Dona Aracy, era apaixonada por samba. Desde a infância, Arlindo já demonstrava talento com instrumentos de corda, fazendo do cavaquinho, banjo e violão suas grandes paixões.

Inovação com o Banjo

Com o Fundo de Quintal, Arlindo foi um dos responsáveis por popularizar o banjo no samba, instrumento que se tornou marca registrada do grupo e do próprio artista. O som percussivo do banjo trouxe uma novidade que ajudou a diferenciar as rodas de samba cariocas no fim dos anos 70 e início dos 80.

Compositor prolífico

Ao longo da carreira, Arlindo compôs mais de 500 músicas, sozinho e em parceria com grandes nomes do samba, como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Sombrinha e Almir Guineto. Canções como “Ainda É Tempo pra Ser Feliz”, “Batuques do Meu Lugar” e “Samba de Arerê” se tornaram clássicos.

Participação no Carnaval

Apaixonado pelo Carnaval carioca, Arlindo compôs sambas-enredo para escolas como Império Serrano, Grande Rio, Mocidade Independente de Padre Miguel e Paraíso do Tuiuti. Algumas composições venceram disputas e foram cantadas na Marquês de Sapucaí, eternizando seu vínculo com o samba-enredo.

Reconhecimento e influência

O artista lançou álbuns de destaque como “Batuques do Meu Lugar” e “MTV ao Vivo: Arlindo Cruz”, além de DVD’s de grande repercussão. Recebeu diversos prêmios, incluindo o Grammy Latino, e é constantemente citado por músicos mais jovens como exemplo e inspiração.

Superação e legado

Após sofrer o AVC em 2017, Arlindo Cruz passou por um longo processo de cuidados médicos e ficou afastado dos palcos. Mesmo com sua saúde comprometida, deixou mensagens de fé, esperança e alegria, valores presentes em sua música e em seu modo de viver. Sua generosidade e humildade marcaram toda a trajetória pessoal e profissional.

O legado de Arlindo Cruz vai além das melodias: ele consolidou pontes entre gerações, aproximou ritmos regionais e reafirmou o samba como símbolo da alegria, resistência e identidade do povo brasileiro. Sua influência permanece viva na obra de novos artistas e nas rodas de samba por todo o Brasil.

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