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Vilela lidera pesquisa em Goiás e amplia vantagem sobre Marconi Perillo

Vilela

Pesquisa realizada entre 16 e 17 de março com 1.500 eleitores de Goiás aponta o vice‑governador Daniel Vilela (MDB) na liderança das intenções de voto em todos os cenários estimulados para o governo estadual, com vantagem consistente sobre o ex‑governador Marconi Perillo (PSDB). O levantamento, registrado no TSE sob o número GO‑07569/2026, apresenta grau de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais.

Resultados nominais nos cenários pesquisados

No cenário principal, estruturado com uma lista de candidatos estimulada, Vilela aparece com 34% das intenções, contra 24% de Perillo. Outros nomes apresentados aos eleitores, Adriana Accorsi (PT) e Wilder Morais (PL), registraram 12% cada, enquanto Telêmaco Brandão (Novo) teve 1%. A soma de votos nulos e em branco alcançou 10% e os indecisos (NS/NR) somaram 7%.

Em um segundo cenário, no qual Luis Cesar Bueno substitui Adriana Accorsi como opção petista, a preferência por Vilela sobe para 36%, com Perillo em 26% e Wilder em 13%. Nesse arranjo, Luis Cesar Bueno atinge 4% e a parcela de indecisos aumenta para 10%, igualando a proporção de nulos/brancos.

Um terceiro cenário mantinha Vilela em 36%, Perillo em 26% e Wilder em 13%, com José Eliton (sem partido) em 5% e Valério Luiz Filho (PT) em 1%. Em todos os cenários, os percentuais de Vilela superam os de Perillo por margem que ultrapassa a margem de erro do levantamento, o que indica uma diferença estatisticamente robusta dentro dos parâmetros da pesquisa.

Projeções para o segundo turno

O instituto projetou ainda três simulações de segundo turno. Na simulação Vilela x Adriana Accorsi, Vilela alcança 52% contra 23% de Accorsi, com nulos/brancos em 14% e indecisos em 11%. Frente a Perillo, Vilela aparece com 47% ante 29% do ex‑governador; nulos/brancos representam 15% e NS/NR 9%. Em confronto com Wilder Morais, a projeção indica 49% para Vilela e 25% para Wilder, com 15% de nulos/brancos e 11% de indecisos.

As simulações de segundo turno mostram vantagem clara de Vilela em todas as combinações testadas, com diferenças substanciais em relação aos adversários que superam a margem de erro. Ainda assim, a presença de percentuais relevantes de nulo/branco e de indecisos sinaliza espaço para mudanças nas dinâmicas de campanha até a data de votação.

Análise estatística e considerações metodológicas

A amostra de 1.500 entrevistas, aplicada em dois dias consecutivos, confere ao levantamento um poder de estimação relativamente elevado para o contexto estadual. A margem de erro de dois pontos percentuais sugere que diferenças de menor magnitude entre candidatos poderiam não ser estatisticamente significativas; por outro lado, a vantagem de Vilela frente a Perillo (em torno de dez pontos nos cenários apresentados) excede essa margem, indicando liderança consolidada no recorte temporal da pesquisa.

É relevante observar as categorias de resposta “nulo/branco” e “NS/NR”, que, juntas, variam entre 17% e 20% nos cenários. Essa fatia do eleitorado representa uma incerteza que pode influenciar projeções futuras, sobretudo em hipóteses de polarização ou realinhamento entre candidaturas ao longo da campanha. Adicionalmente, a substituição de nomes do mesmo espectro político entre cenários mostrou impacto reduzido sobre a posição do primeiro colocado, o que sugere que a vantagem de Vilela não depende exclusivamente da configuração nominal de adversários.

Pesquisa registrada no TSE (GO‑07569/2026). Amostra: 1.500 entrevistas; período: 16–17 de março; confiança: 95%; margem de erro: ±2 pontos percentuais.

Contexto político e implicações

Do ponto de vista político, a presença de um vice‑governador na liderança pode refletir fatores como visibilidade administrativa, articulação partidária e estrutura de aliança no estado. A figura do ex‑governador Marconi Perillo mantém relevância eleitoral, mas os resultados indicam dificuldade em recuperar a dianteira nas intenções de voto no momento do levantamento. Candidatos de terceira via, exemplificados por Wilder Morais, apresentam patamares expressivos (12–13%), capazes de influenciar a formação de blocos eleitorais e a disputa no segundo turno.

As simulações de segundo turno mostram que, caso se confirme a permanência de Vilela entre os dois primeiros colocados, as probabilidades de vitória aumentam diante dos nomes testados. Todavia, a combinação de votos brancos/nulos e a parcela de indecisos impõem cautela: mobilização de eleitores e estratégias de campanha nos meses seguintes podem alterar o quadro atual.

Por fim, a leitura do levantamento deve levar em conta a dinâmica eleitoral própria de Goiás e as possibilidades de mudanças informadas por eventos de campanha, decisões de alianças e exposição midiática. Consequentemente, o resultado da pesquisa configura fotografia do momento, com validade metodológica, mas não necessariamente previsão definitiva do desfecho eleitoral.

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