Menu

Redes sociais

Portal Goiás Destaque
Saúde

Escorpiões: Goiânia registra queda de 13,7% nos acidentes em 2026

Prevenção contra escorpiões em Goiânia exige cuidados dentro de casa

Redação Redação · · 6 min de leitura
Compartilhar
escorpiões

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, reforçou nesta quinta-feira um conjunto de orientações à população para prevenir acidentes com animais peçonhentos em especial com escorpiões e agir corretamente em caso de picada. A medida ocorre em um cenário em que os escorpiões seguem como o principal tipo de ocorrência desse grupo na capital, com 372 registros entre janeiro e julho de 2026, número 13,7% inferior ao do mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizados 431 casos.

Os dados divulgados pela gestão municipal mostram que, embora haja redução no volume de ocorrências, o problema permanece relevante do ponto de vista sanitário. Do total de acidentes registrados neste ano, 348 foram classificados como leves, 17 como moderados e dois como graves. Outros cinco ainda estavam em análise. Não houve mortes por picadas de escorpião em Goiânia em 2026, resultado que, segundo a própria administração municipal, está relacionado à busca rápida por atendimento médico, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Escorpião-amarelo e escorpião-marrom concentram as ocorrências

Na capital goiana, as espécies mais comuns são o escorpião-amarelo e o escorpião-marrom. A presença desses animais em áreas urbanas é favorecida por condições ambientais típicas de espaços domésticos mal vedados, com acúmulo de entulho, oferta de alimento e abrigo em locais escuros e úmidos. Por essa razão, a Secretaria Municipal de Saúde tem reforçado ações de orientação e inspeção em imóveis onde moradores relatam a presença dos animais.

Ao longo de 2026, as equipes da Gerência de Controle de Animais Sinantrópicos da Diretoria de Vigilância em Zoonoses realizaram 231 visitas técnicas para inspeção e orientação. No mesmo período de 2025, haviam sido feitas 247 visitas. O serviço pode ser solicitado pelo telefone e WhatsApp (62) 3030-4121, canal utilizado para avaliar situações de risco e orientar medidas de vigilância ambiental.

Primeiros socorros exigem rapidez e evitam agravamento

Em caso de picada, a orientação é clara: lavar o local apenas com água e sabão e procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima. O atendimento às vítimas de acidentes com animais peçonhentos é oferecido em toda a rede municipal de urgência e emergência. A recomendação de buscar assistência sem demora é especialmente importante porque a evolução clínica pode ser rápida, sobretudo em grupos mais vulneráveis.

A Secretaria Municipal de Saúde também desaconselha práticas caseiras ou improvisadas, como torniquetes, cortes, perfurações e aplicação de substâncias sobre a lesão. Esses procedimentos não ajudam na neutralização do veneno e podem piorar o quadro, seja por aumentar o risco de infecção, seja por atrasar a assistência adequada. Em acidentes desse tipo, a conduta médica precoce é o fator mais decisivo para reduzir complicações.

Ambientes domésticos favorecem a presença de escorpiões

Segundo a orientação técnica da vigilância em zoonoses, os escorpiões costumam se esconder em locais escuros, úmidos e protegidos, como pedras, troncos, tijolos, entulhos, frestas de muros e rede de esgoto. Esses ambientes oferecem não apenas abrigo, mas também proximidade com insetos e outros pequenos animais que servem de alimento, especialmente baratas, aranhas e larvas. Em áreas urbanas, o ciclo de reprodução tende a se manter quando há acesso contínuo a abrigo e alimento.

escorpiões

Por isso, a prevenção depende de medidas simples, porém contínuas, dentro e fora das residências. A Prefeitura recomenda manter o controle de baratas, principal alimento dos escorpiões, além de evitar o acúmulo de entulho, materiais de construção e objetos sem uso. Quintais e áreas externas devem permanecer limpos e organizados, e roupas, toalhas, calçados e roupas de cama precisam ser inspecionados antes do uso, já que o animal pode se abrigar nesses itens.

Vedação de ralos e frestas integra a estratégia de prevenção

Entre as medidas estruturais indicadas estão a manutenção de móveis, caixas e objetos afastados cerca de 15 centímetros das paredes, a substituição de tampas comuns por modelos com dispositivo de fechamento em ralos e a vedação com silicone de tampas de ralos e caixas de passagem da rede de esgoto. Também é recomendado rejuntar ou vedar adequadamente caixas de passagem de esgoto, energia elétrica e internet, reduzindo pontos de entrada e abrigo para os animais.

Quando houver encontro de um escorpião em casa ou nas proximidades, a orientação é não tocar no animal, manter crianças e animais domésticos afastados e evitar a captura sem equipamentos de proteção. A recomendação técnica é fotografar o exemplar e encaminhar a imagem com o endereço aos canais oficiais da Prefeitura ou à Gerência de Controle de Animais Sinantrópicos, para que equipes especializadas façam a avaliação e adotem as providências de vigilância ambiental.

Rede de saúde e vigilância orientam resposta ao risco

Além do atendimento disponível na rede municipal, o Ministério da Saúde mantém orientação nacional sobre acidentes por animais peçonhentos, com referência para casos de emergência e indicação de serviços especializados em soroterapia. Em Goiás, a rede estadual também dispõe de estrutura de apoio toxicológico para orientar condutas, o que reforça a importância de procurar rapidamente assistência médica sempre que houver picada ou suspeita de envenenamento.

No caso específico de Goiânia, a redução do número de acidentes em 2026 não elimina a necessidade de vigilância. O volume de ocorrências ainda é expressivo e a presença de escorpiões em áreas urbanas exige prevenção permanente, tanto em imóveis residenciais quanto em espaços com acúmulo de materiais, presença de insetos e fragilidades estruturais. A combinação entre limpeza, vedação e resposta rápida em saúde pública continua sendo o principal instrumento para conter o problema.

Em um contexto de circulação desses animais em áreas densamente habitadas, as orientações da Secretaria Municipal de Saúde funcionam como medida de proteção coletiva e individual. A redução de acidentes depende da adesão da população às práticas de prevenção e da procura imediata por atendimento em caso de ocorrência, sobretudo porque a gravidade pode variar de forma rápida e silenciosa.

Fonte: SMS

Compartilhar

Veja também