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Já são 17 casos confirmados de intoxicação por metanol

Redação Redação · · 4 min de leitura
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metanol

Imagina que você está em uma festa, aproveitando uma noite com amigos. As risadas estão no ar, a música está alta e há uma variedade de bebidas para escolher. Mas, por trás de toda essa diversão, há uma ameaça invisível que tem assustado o país: a intoxicação por metanol.

O Ministério da Saúde recentemente soou o alarme após receber 217 notificações desse tipo de intoxicação, todas associadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Imagine o metanol como aquele vilão de terno que parece comida gourmet, mas que na verdade, é um verdadeiro desafio para o seu fígado encarar. Mais de 80% dos casos ocorreram em São Paulo, que, convenhamos, talvez precisasse de um detector de metanol ao lado de cada alambique.

Para combater essa situação séria com a importância que merece, o governo está usando sua própria “Liga da Justiça”: a Unicamp e a Fiocruz. Com laboratórios dignos de ficção científica, eles estão equipados para processar até 190 exames por dia! Pense neles como os superdetetives do CSI, mas ao invés de resolverem crimes, estão focados em detectar esse veneno em potencial.

A questão é tão crítica que já resultou em duas mortes confirmadas, com várias outras ainda sob investigação. Pode parecer cena de filme, mas a diferença é que isso está acontecendo bem aqui, nos quintais das nossas cidades.

Etanol contra Metanol

Para ajudar nessa batalha contra o mal, o Ministério da Saúde está estocando armas secretas: ampolas de etanol farmacêutico e fomepizol. Imagine esses antídotos como os escudos do Capitão América para o corpo humano! Eles estão prontos para entrar em ação assim que seus serviços forem requisitados.

O que podemos tirar disso? Além de uma lição sobre a importância de saber exatamente o que estamos bebendo, é também um lembrete de que as autoridades e cientistas estão unidos para manter a todos seguros. E enquanto eles travam essa luta, lembre-se de sempre escolher suas bebidas com um toque de cautela e, talvez, uma pitada de desconfiança.

Como o metanol age no corpo humano

O metanol (álcool metílico) é uma substância altamente tóxica para o corpo humano. Sua toxicidade está relacionada ao modo como ele é metabolizado no organismo. Aqui está um resumo de como o metanol age no corpo:

1. Absorção

O metanol pode ser absorvido por ingestão, inalação ou até mesmo através da pele.

2. Metabolismo

No fígado, o produto é convertido por enzimas em substâncias ainda mais tóxicas:

  • Álcool desidrogenase converte o metanol em formaldeído.
  • Aldeído desidrogenase converte o formaldeído em ácido fórmico.

3. Toxicidade do ácido fórmico

O ácido fórmico é o principal responsável pela toxicidade do produto. Ele causa:

  • Acidose metabólica (aumento da acidez no sangue)
  • Lesão nas células, especialmente nas do sistema nervoso central e nos olhos

4. Sintomas

Os sintomas geralmente aparecem algumas horas após a ingestão:

  • Náusea, vômito, dor abdominal
  • Visão turva ou cegueira (“ficar cego pelo metanol” não é mito)
  • Dor de cabeça, tonteira, confusão mental, convulsões
  • Em casos graves: coma e morte

5. Por que causa cegueira?

O ácido fórmico é altamente tóxico para o nervo óptico. Mesmo pequenas quantidades podem causar lesão irreversível, levando à cegueira.

6. Tratamento

O tratamento deve ser feito o mais rápido possível:

  • Administração de etanol ou fomepizol, que competem com o metanol pela enzima álcool desidrogenase, reduzindo a produção dos metabólitos tóxicos
  • Correção da acidose com bicarbonato de sódio
  • Hemodiálise para remoção do metanol e ácido fórmico

Conclusão:

O perigo do produto está no que ele se transforma dentro do corpo, e não tanto no metanol em si. Por isso, mesmo pequenas doses podem ser fatais, e seu consumo ou manipulação sem cuidado é extremamente perigoso.

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