A Prefeitura de Goiânia entregou, em 10 de agosto de 2026, 12 novos desfibriladores para reforçar o atendimento de urgência e emergência na rede municipal de saúde. A aquisição, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), recebeu investimento de R$ 188 mil e contempla as 11 unidades municipais de atendimento de urgência, além do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A medida amplia a estrutura disponível para pacientes em situações críticas e foi apresentada pelo prefeito Sandro Mabel durante a abertura do Mutirão da Prefeitura.
Os equipamentos serão destinados principalmente às chamadas salas vermelhas, ambientes preparados para receber pessoas em estado grave e que necessitam de intervenção imediata. Também haverá reforço na estrutura do Samu, serviço responsável pelo atendimento pré-hospitalar e pelo transporte de pacientes em condições de urgência. A distribuição busca reduzir a dependência de um único aparelho por unidade e melhorar a capacidade de resposta das equipes em ocorrências simultâneas.
Desfibriladores ampliam a capacidade da rede
Com a incorporação dos novos aparelhos, a rede municipal de Goiânia passa a contar com 28 desfibriladores. Antes da compra, eram 16 equipamentos disponíveis, distribuídos entre as unidades de urgência e emergência, o Pronto-Socorro Psiquiátrico Professor Wassily Chuc e o Samu.
O conjunto anterior incluía um desfibrilador em cada uma das 11 unidades de urgência e emergência, um aparelho no pronto-socorro psiquiátrico e quatro equipamentos vinculados ao Samu. A chegada de 12 novas unidades permite ampliar a disponibilidade nos pontos considerados mais críticos do atendimento, sem retirar de circulação os aparelhos antigos.
Segundo a administração municipal, os equipamentos que já estavam em uso têm mais de 20 anos e continuarão disponíveis nas unidades. A manutenção desses aparelhos como suporte adicional é especialmente relevante em situações nas quais mais de um paciente precisa de atendimento emergencial ao mesmo tempo. A estratégia, portanto, combina a modernização da estrutura principal com a preservação de recursos que ainda podem auxiliar as equipes.
Os novos desfibriladores são descritos como mais modernos e leves do que os equipamentos antigos. A redução do peso facilita o deslocamento e o manuseio durante o atendimento, principalmente em ambientes de alta pressão, nos quais os profissionais precisam transportar rapidamente o aparelho até o paciente ou reorganizar o espaço da sala de emergência.
Uso em casos de alteração grave do ritmo cardíaco
O desfibrilador é utilizado em emergências que envolvem alterações graves do ritmo cardíaco. O aparelho aplica uma descarga elétrica controlada, conforme indicação da equipe responsável, com o objetivo de tentar restabelecer um ritmo cardíaco adequado. A intervenção pode integrar o conjunto de medidas adotadas no atendimento de pacientes em estado crítico.
A disponibilidade imediata do equipamento é um dos fatores que influenciam a agilidade do atendimento. Em uma emergência, a equipe precisa avaliar rapidamente o quadro clínico, iniciar as medidas necessárias e utilizar os recursos compatíveis com a situação. Quando o desfibrilador está próximo do local de atendimento, diminui-se a necessidade de deslocamentos internos e facilita-se a atuação coordenada dos profissionais.
Os aparelhos não substituem a avaliação clínica, o treinamento das equipes ou os demais recursos necessários em uma sala vermelha. Eles fazem parte de uma estrutura mais ampla, que inclui profissionais capacitados, monitoramento, medicamentos, oxigênio, materiais para suporte às funções vitais e protocolos de atendimento. A aquisição anunciada pela prefeitura representa, nesse contexto, uma ampliação específica da capacidade tecnológica da rede.
A utilização é restrita a profissionais habilitados e deve seguir os protocolos assistenciais adotados pelos serviços de saúde. A aplicação da descarga elétrica depende da análise do ritmo cardíaco e das condições do paciente. Por isso, a simples presença do equipamento não significa que ele será usado em todos os atendimentos, mas garante que esteja disponível quando houver indicação clínica.
Salas vermelhas concentram atendimento de alta gravidade
As salas vermelhas são áreas destinadas a pacientes que apresentam quadros graves e precisam de assistência imediata. Nesses espaços, o tempo de resposta é determinante para a organização do atendimento e para a adoção das condutas previstas pelas equipes de saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que os novos aparelhos serão instalados nessas salas nas unidades contempladas. A medida deve reforçar a estrutura de atendimento dos Cais, Ciams e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital. Esses serviços recebem casos de diferentes níveis de gravidade, mas as salas vermelhas são reservadas para as situações que exigem acompanhamento contínuo e intervenção rápida.
No Cais Cândida de Morais, a chegada do novo desfibrilador ocorre após a reforma da sala vermelha da unidade. O médico Rodrigo Amorim, responsável pelo espaço, afirmou que anteriormente havia limitações relacionadas à área física e à disponibilidade de equipamentos. Na avaliação do profissional, a reforma e a incorporação do novo aparelho devem melhorar as condições de trabalho e o atendimento prestado aos pacientes em estado grave.
A declaração também evidencia que a modernização do atendimento de emergência depende de mais de uma frente de investimento. A melhoria da área física amplia a capacidade de organização dos fluxos, enquanto a atualização dos equipamentos oferece suporte às condutas clínicas. Quando essas iniciativas são articuladas, as equipes passam a contar com melhores condições para atender ocorrências que demandam resposta imediata.
Reforço também alcança o atendimento móvel
Parte dos desfibriladores será destinada ao Samu, que atua antes da chegada do paciente a uma unidade de saúde. No atendimento móvel, a disponibilidade de equipamentos adequados é essencial porque as equipes precisam tomar decisões e iniciar procedimentos em locais variados, como residências, vias públicas e estabelecimentos comerciais.
A atuação do serviço pode envolver avaliação inicial, estabilização e encaminhamento para uma unidade compatível com a necessidade apresentada. O reforço no número de aparelhos oferece maior flexibilidade para a organização das equipes e dos veículos, embora a administração municipal não tenha detalhado, no material divulgado, a distribuição individual dos 12 equipamentos entre cada unidade e o Samu.
Também não foram informados prazos específicos para a instalação de cada aparelho, nem detalhes sobre um cronograma de treinamento ou sobre os contratos de manutenção. Essas etapas são importantes para assegurar que os equipamentos permaneçam operacionais e estejam disponíveis de forma contínua. Até o momento, a informação confirmada é que os aparelhos serão direcionados às salas vermelhas das unidades de urgência e emergência e ao serviço móvel.
Com a entrega realizada em 10 de agosto, Goiânia amplia de 16 para 28 o número de desfibriladores na rede municipal. A prefeitura mantém os equipamentos antigos como apoio e incorpora aparelhos mais leves e modernos às áreas de maior gravidade. Os efeitos práticos dependerão da instalação, da manutenção e da integração dos novos recursos aos protocolos de atendimento, etapas que ainda não tiveram todos os detalhes divulgados.