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Recapeamento em Goiânia começa em 22 vias de dois setores

Obra prevê 6,9 km de serviço e investimento de R$ 2,17 milhões

Redação Redação · · 6 min de leitura
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Recapeamento

O recapeamento em Goiânia começou na terça-feira, 22 de setembro de 2026, em 22 vias dos setores Vila Viana e Negrão de Lima, na Região Central da capital. A intervenção integra o Programa Asfalto Novo, abrange 6,9 quilômetros e tem prazo previsto de 30 dias. O investimento informado para a ordem de serviço é de R$ 2,17 milhões, e a execução foi atribuída ao Consórcio CFJ.

O serviço combina fresagem do revestimento existente e aplicação de uma nova camada de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), com três centímetros de espessura. A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) enquadra a medida como recuperação superficial do pavimento, após vistorias que identificaram fissuras e afundamentos em trechos das duas localidades.

Trechos previstos para receber a nova camada

No Vila Viana, estão incluídas as ruas 410, 403, 406, 408, 401, 402, D, D2, 258, B, 406-A e 404. A relação reúne 12 vias, algumas identificadas por números e letras, conforme a nomenclatura divulgada para a obra. O comunicado não individualiza a extensão de cada trecho nem apresenta uma ordem diária de atendimento.

No Negrão de Lima, os trabalhos alcançam trechos da Avenida Meia Ponte, da Rua Jules Veres, da Rua Dona Maria de Fátima, da Rua Dona Darcy, da Rua Elisaura, da Praça Maria Sued Borges, da Rua Três Marias, da Rua Maria Inês e da Travessa Inca, além de uma via sem nome. São dez locais quando a praça e a via sem denominação são contabilizadas entre os pontos atendidos, totalizando 22 com as 12 ruas do Vila Viana.

A distribuição por bairro permite identificar onde a frente de trabalho se concentra, mas o planejamento apresentado não especifica o comprimento de cada trecho, a área total em metros quadrados ou eventuais mudanças de trânsito. Também não foi divulgado um calendário que permita prever em qual dia cada rua será alcançada. Essas informações são relevantes para moradores, comerciantes e condutores que utilizam as vias no cotidiano.

Fresagem e CBUQ: como será feita a recuperação

A fresagem consiste na retirada controlada de parte da camada asfáltica que já existe. Na sequência prevista para Goiânia, será aplicada sobre o pavimento preparado uma capa de CBUQ, mistura produzida a quente e usada em revestimentos asfálticos. A espessura indicada pela prefeitura é de três centímetros; o material e a técnica descritos caracterizam uma intervenção na superfície, não uma reconstrução integral da estrutura da rua.

Essa diferença importa porque o coordenador executivo do programa, Bruno Rafael de Souza, relacionou a solução às condições observadas nas vistorias. Segundo ele, os pontos avaliados apresentavam trincas e áreas com afundamento, e a recuperação da camada superficial foi indicada para evitar que a deterioração avance. A informação não equivale a um diagnóstico técnico detalhado de cada rua: não foram publicados laudos, medições de defeitos ou critérios de seleção por trecho.

O secretário municipal de Infraestrutura, Francisco Lacerda, afirmou que a ordem de serviço reúne fresagem e aplicação da nova camada e que o objetivo é recuperar o asfalto e melhorar a circulação. A declaração estabelece a finalidade administrativa da obra, mas os dados divulgados não quantificam ganhos esperados de velocidade, redução de acidentes ou economia para os usuários. Esses efeitos dependerão das condições de cada via e da conclusão do serviço.

A ordem de serviço abrange 6,9 quilômetros e tem valor declarado de R$ 2,17 milhões. Esse montante corresponde ao conjunto anunciado para os trechos e não permite, por si só, comparar custos por rua ou concluir quanto será aplicado em cada setor. Para essa leitura seriam necessários dados de extensão e área por trecho, composição do orçamento e medições da execução, que não constam no material divulgado.

Como referência apenas aritmética, a divisão dos 6,9 quilômetros pelos 22 pontos informados resulta em cerca de 314 metros por ponto. A média não descreve a extensão real de cada rua: a lista inclui trechos e locais de naturezas distintas, e a prefeitura não publicou metragem individualizada.

Obras locais no contexto do Asfalto Novo

A operação integra uma iniciativa municipal mais ampla de recuperação da malha viária. Em balanço divulgado no início de setembro de 2026, a prefeitura informou ter atingido 460 quilômetros de recapeamento pelo Programa Asfalto Novo, com intervenções concluídas em mais de 100 setores e frentes de trabalho em andamento em 11 bairros. Esses números são um retrato do programa naquele momento, não uma atualização automática do total após a nova ordem de serviço.

Na mesma divulgação, a administração municipal indicou a meta de reconstruir outros 1,2 mil quilômetros de vias até dezembro de 2028. Trata-se de um objetivo futuro, distinto do volume já executado. A soma dos quilômetros anunciados nas novas frentes não deve ser confundida com obras finalizadas; a contabilização depende da medição e da conclusão dos serviços em cada localidade.

recapeamento

Goiânia tinha 1.437.366 habitantes no Censo de 2022, segundo o IBGE, e a estimativa oficial para 2026 é de 1.511.709 moradores. A dimensão populacional ajuda a situar a demanda por deslocamentos urbanos, mas não mede, por si só, a condição das ruas nem o impacto específico deste recapeamento. O IBGE também registra que 48,6% dos domicílios urbanos estavam em vias com urbanização adequada no indicador baseado em dados de 2010; esse índice combina pavimentação, meio-fio, calçada e bueiro e não deve ser interpretado como uma avaliação atualizada do asfalto em Goiânia.

O programa atua sobre vias já pavimentadas que precisam de recuperação, enquanto o anúncio específico dos dois bairros descreve uma solução de recapeamento superficial. A intervenção, portanto, responde a defeitos observados no revestimento, mas não há informação de que inclua drenagem, calçadas, sinalização ou reconfiguração viária. Tais serviços não devem ser presumidos como parte da ordem anunciada.

Com início previsto para 22 de setembro de 2026 e duração estimada em 30 dias, os trabalhos devem avançar nas 22 vias listadas sob responsabilidade do Consórcio CFJ. Até 23 de setembro de 2026, a obra estava no segundo dia previsto de execução; não foi localizado balanço oficial posterior que confirme o percentual realizado ou eventual alteração do cronograma. A conclusão dentro do prazo permanece uma previsão da ordem de serviço, e o estágio de cada trecho ainda depende de atualização municipal.

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